quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Monet

Monet não era impressionista, a sua técnica era o resultado de doenças da vista

O chamado pai do impressionismo, Claude Monet, não estava perto da "abstracção" no final da sua vida, simplesmente tinha cataratas, segundo uma experiência levada a cabo por um científico norte-americano do Centro Médico da Universidade de Stanford nos EUA. Uma experiência desenvolvida por Michael Marmor, professor de oftalmologia desta universidade, e que supostamente demonstra que as pinturas de Claude Monet (1840-1926) e de Edgar Degas (1834-1917) não demonstram uma mudança de estilo no final da vida destes dois artistas com aproximação à abstracção, mas sim que sofriam de doenças da vista ligadas à idade.

Segundo o professor Marmor, que recreou por computador, através de um sistema de filtros e apoiando-se em documentos da época, as imagens que viam os dois artistas, afirmou por meio de um comunicado apresentado pela Universidade de Stanford, que Edgar Degas sofria de degeneração macular e Monet de cataratas.

Do ponto de vista do professor Marmor, "no final da sua vida, os contemporâneos dos dois pintores tinham notado que as suas obras eram de elaboração grossa, contrariamente ao realizado anteriormente", mas o estudo actual demonstraria que a mudança na sua técnica foi resultado das doenças visuais. .

Degas, que perdeu a vista entre 1860 e 1910, pintava de maneira cada vez mais frustrada, a doença fazia com que os contrastes fossem cada vez menos difusos. Para Monet, que finalmente foi operado no final da sua vida, "a catarata proporcionou-lhe uma visão manchada, mas também pode afectar-lhe a capacidade de distinguir cores e inclusivamente a percepção de algumas tonalidades. Para o pintor algumas cores transformaram-se em amarelos e sombrios", descreveu o professor Mamor.

Um comentário:

Anônimo disse...

é incrivel como o maior impressionista de todos os tempos, simplesmente recriou uma nova técnica tudo devido a uma doença, é mesmo incrivel.