terça-feira, 30 de dezembro de 2008
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Jerusalém: descoberto maior conjunto de moedas de ouro do período Bizantino
Jerusalém: descoberto maior conjunto de moedas de ouro do período Bizantino
22.12.2008 - 21h18 Reuters
Arqueólogos britânicos descobriram 264 moedas de ouro com 1300 anos,
nas antigas muralhas de Jerusalém, debaixo de um parque de
estacionamento, revelaram hoje as Autoridades Israelitas.
Segundo os cientistas, a descoberta é do século VII, no final do
período Bizantino. "Nós descobrimos cerâmica, descobrimos vidro, mas
nunca tínhamos descoberto nada como isto", disse a arqueóloga
britânica, Nadine Ross, que encontrou o conjunto de moedas no domingo,
debaixo de uma grande pedra.
"É muito, muito excitante", disse a especialista, que estava na sua
última semana da viagem a Israel. As moedas são da altura do reino do
Imperador bizantino Heráclio, entre os anos 610 e 641 DC.
Do lado da cara, as moedas trazem o imperador com trajes militares, a
segurar numa cruz com a sua mão direita. No reverso da moeda, está a
cruz. Os arqueólogos explicam que as moedas foram cunhadas no
princípio do reino de Heráclio, antes dos persas conquistarem
Jerusalém no ano de 614.
"Isto é um dos maiores e mais impressionantes conjuntos de moedas que
alguma vez foram descobertos em Jerusalém - certamente o maior e mais
importante deste período", disseram em comunicado os directores do
local de escavação, Doron Ben-Ami e Yana Tchekhanovets.
"Já que nenhum vaso de cerâmica foi descoberto ao lado das moedas,
pode-se assumir que estavam escondidas num buraco da parede do
edifício", disseram.
Até agora, só se encontrou em Jerusalém um conjunto de cinco moedas de
ouro deste período.
_______________________________________________
Archport mailing list
Archport@ci.uc.pt
http://ml.ci.uc.pt/mailman/listinfo/archport
22.12.2008 - 21h18 Reuters
Arqueólogos britânicos descobriram 264 moedas de ouro com 1300 anos,
nas antigas muralhas de Jerusalém, debaixo de um parque de
estacionamento, revelaram hoje as Autoridades Israelitas.
Segundo os cientistas, a descoberta é do século VII, no final do
período Bizantino. "Nós descobrimos cerâmica, descobrimos vidro, mas
nunca tínhamos descoberto nada como isto", disse a arqueóloga
britânica, Nadine Ross, que encontrou o conjunto de moedas no domingo,
debaixo de uma grande pedra.
"É muito, muito excitante", disse a especialista, que estava na sua
última semana da viagem a Israel. As moedas são da altura do reino do
Imperador bizantino Heráclio, entre os anos 610 e 641 DC.
Do lado da cara, as moedas trazem o imperador com trajes militares, a
segurar numa cruz com a sua mão direita. No reverso da moeda, está a
cruz. Os arqueólogos explicam que as moedas foram cunhadas no
princípio do reino de Heráclio, antes dos persas conquistarem
Jerusalém no ano de 614.
"Isto é um dos maiores e mais impressionantes conjuntos de moedas que
alguma vez foram descobertos em Jerusalém - certamente o maior e mais
importante deste período", disseram em comunicado os directores do
local de escavação, Doron Ben-Ami e Yana Tchekhanovets.
"Já que nenhum vaso de cerâmica foi descoberto ao lado das moedas,
pode-se assumir que estavam escondidas num buraco da parede do
edifício", disseram.
Até agora, só se encontrou em Jerusalém um conjunto de cinco moedas de
ouro deste período.
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Archport@ci.uc.pt
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Arqueologia: Descobertos na Alemanha vestígios de batalha entre romanos e germanos até agora desconhecida (RTP online)
Da RTP vem o seguinte:
Arqueologia: Descobertos na Alemanha vestígios de batalha entre romanos e germanos até agora desconhecida
Segundo vários peritos, a batalha ainda era desconhecida, e os achados justificam que se fala da "Descoberta do Século".
Entre as peças, parte das quais foram apresentadas hoje em conferência de imprensa, no local das escavações, em Kalefeld-Oldenrode, pela equipa de arqueólogos, estão, por exemplo, pontas de flechas e dardos com vestígios de ADN provenientes de África.
Tudo começou há oito anos com as escavações feitas por um arqueólogo amador, Rolf Peter Dix, 63 anos, que encontrou algumas das peças mas as guardou num armário em casa, pensando tratar-se de vestígios da Idade Média, e não da Antiguidade.
Só depois de colocar fotos na Internet Dix se apercebeu da eventual importância da sua descoberta, entrou em contacto com a arqueóloga Petra Loenne, que trabalha para a concelhia local, e convenceu as autoridades a iniciar escavações de maior envergadura, em Junho, sob o maior secretismo, para evitar que a zona fosse invadida por curiosos e houvesse danos ou mesmo saques.
Entre os achados entretanto feitos há também arreios de cavalos, apetrechos de carros de combate e pregos de sandálias romanas.
Algumas das moedas encontradas pelos arqueólogos têm cunhada a imagem do Imperador Cómodo, que governou o Império Romano de 180 a 192 d.C, o que levou os peritos a situar a batalha entre 180 e 260 d.C.
Segundo especialistas na história daquela época, as forças romanas incluíam cerca de mil legionários, e o embate ter-se-á assim travado cerca de 200 anos depois da Batalha de Varus, na Floresta de Teutoburg, na qual os romanos sofreram uma pesada derrota.
Até agora os historiadores consideravam que os romanos, após este desaire militar, se tinham retirado do território germânico, mas os vestígios encontrados em Nordheim provam, segundo os arqueólogos, que ainda levaram a cabo grandes operações militares nesta zona, 200 anos depois.
Alguns dos achados estão em excelente estado de conservação, e permitiram reconstituir, por exemplo, o local de embate de uma salva de flechas, disseram ainda os cientistas, sublinhando que nenhum outro campo de batalha da Antiguidade deixou vestígios tão impressionantes.
Nos anos anteriores, foram também encontrados no concelho vizinho, em Goettingen, restos de um grande campo de abastecimento do exército romano, bem como de vários acampamentos secundários. Neste local foram também encontradas moedas, entre outros objectos que sinalizam a passagem das legiões romanas.
No próximo ano, arqueólogos da Universidade Livre de Berlim vão fazer escavações ainda mais profundas no mesmo lugar, numa área de floresta de 1,5 quilómetros de comprimento por 500 metros de largura, para tentar encontrar também vestígios de túmulos e determinar quem venceu a batalha.
Guenther Moosbauer, professor de História da Antiguidade da Universidade de Osnabrueck, disse depois de examinar os novos achados e o seu bom estado de conservação que deve ter-se tratado de uma vingança das legiões romanas, e que estas devem ter saído vencedoras do confronto com as tribos germânicas.
http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=377917&visual=26&tema=5
António Correia
Arqueologia: Descobertos na Alemanha vestígios de batalha entre romanos e germanos até agora desconhecida
Segundo vários peritos, a batalha ainda era desconhecida, e os achados justificam que se fala da "Descoberta do Século".
Entre as peças, parte das quais foram apresentadas hoje em conferência de imprensa, no local das escavações, em Kalefeld-Oldenrode, pela equipa de arqueólogos, estão, por exemplo, pontas de flechas e dardos com vestígios de ADN provenientes de África.
Tudo começou há oito anos com as escavações feitas por um arqueólogo amador, Rolf Peter Dix, 63 anos, que encontrou algumas das peças mas as guardou num armário em casa, pensando tratar-se de vestígios da Idade Média, e não da Antiguidade.
Só depois de colocar fotos na Internet Dix se apercebeu da eventual importância da sua descoberta, entrou em contacto com a arqueóloga Petra Loenne, que trabalha para a concelhia local, e convenceu as autoridades a iniciar escavações de maior envergadura, em Junho, sob o maior secretismo, para evitar que a zona fosse invadida por curiosos e houvesse danos ou mesmo saques.
Entre os achados entretanto feitos há também arreios de cavalos, apetrechos de carros de combate e pregos de sandálias romanas.
Algumas das moedas encontradas pelos arqueólogos têm cunhada a imagem do Imperador Cómodo, que governou o Império Romano de 180 a 192 d.C, o que levou os peritos a situar a batalha entre 180 e 260 d.C.
Segundo especialistas na história daquela época, as forças romanas incluíam cerca de mil legionários, e o embate ter-se-á assim travado cerca de 200 anos depois da Batalha de Varus, na Floresta de Teutoburg, na qual os romanos sofreram uma pesada derrota.
Até agora os historiadores consideravam que os romanos, após este desaire militar, se tinham retirado do território germânico, mas os vestígios encontrados em Nordheim provam, segundo os arqueólogos, que ainda levaram a cabo grandes operações militares nesta zona, 200 anos depois.
Alguns dos achados estão em excelente estado de conservação, e permitiram reconstituir, por exemplo, o local de embate de uma salva de flechas, disseram ainda os cientistas, sublinhando que nenhum outro campo de batalha da Antiguidade deixou vestígios tão impressionantes.
Nos anos anteriores, foram também encontrados no concelho vizinho, em Goettingen, restos de um grande campo de abastecimento do exército romano, bem como de vários acampamentos secundários. Neste local foram também encontradas moedas, entre outros objectos que sinalizam a passagem das legiões romanas.
No próximo ano, arqueólogos da Universidade Livre de Berlim vão fazer escavações ainda mais profundas no mesmo lugar, numa área de floresta de 1,5 quilómetros de comprimento por 500 metros de largura, para tentar encontrar também vestígios de túmulos e determinar quem venceu a batalha.
Guenther Moosbauer, professor de História da Antiguidade da Universidade de Osnabrueck, disse depois de examinar os novos achados e o seu bom estado de conservação que deve ter-se tratado de uma vingança das legiões romanas, e que estas devem ter saído vencedoras do confronto com as tribos germânicas.
http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=377917&visual=26&tema=5
António Correia
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Ossadas humanas com 4500 anos descobertas no Esporão
Público, 20.09.2008, por Maria Antónia Zacarias
Arqueólogos do complexo dos Perdigões terão identificado três esqueletos que seriam das primeiras sociedades de camponeses do Sul da Europa
O Complexo Arqueológico dos Perdigões, projecto da Herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz, fez novas descobertas inéditas. Durante as escavações de 2008, realizadas pela ERA-Arqueologia, em fossas escavadas há aproximadamente 4500 anos, a equipa de arqueólogos identificou um conjunto de três esqueletos humanos do que se pensa serem das primeiras sociedades de camponeses do Sul da Europa. Segundo os peritos, este achado é particularmente importante e surpreendente porque não teve lugar na necrópole, local onde até agora eram conhecidas todas as sepulturas do sítio, mas sim a cerca de 300 metros do cemitério. "Esta descoberta suscita um grande interesse na comunidade científica e abre novas linhas para o programa global de investigação do sítio dos Perdigões", afirmou António Valera, responsável pelo Núcleo de Investigação Arqueológica da ERA. Os vestígios encontrados indicam uma importante revelação no que respeita ao estudo do ritual de gestão da morte. "Era já sabido que, após a morte de cada indivíduo existiria um local onde o corpo era colocado para decomposição, sendo os ossos transportados posteriormente para a necrópole", explicou.Esta descoberta surgiu no decorrer de uma investigação sobre a actividade da povoação na área da metalurgia do cobre em dois fossos e de um conjunto de fossas circulares. Segundo António Valera, aquelas fossos contêm abundantes vestígios de ossos de fauna e grande quantidade de fragmentos cerâmicos, de pesos de tear, instrumentos em pedra e restos de cobre resultantes de fundição. "Já a escavação das fossas circulares revelou algumas surpresas, sendo a mais significativa a identificação de enterramentos humanos", frisou. "O povoado de 16 hectares, fundado há mais de cinco mil anos, apresenta particularidades que o tornam num dos importantes complexos pré-históricos deste género conhecidos na Europa, sendo constituído por vestígios de um santuário megalítico, incluindo menires, e um conjunto de recintos concêntricos definidos por grandes fossos escavados na terra e na rocha e um cemitério de sepulturas", explica António Valera. Abertura ao públicoA confirmação da grande importância histórica dos Perdigões deu-se em 1996, numa zona de plantação de vinha da Herdade do Esporão, que, "enquanto empresa que preserva o património, imediatamente se apercebeu da relevância deste achado, abandonando a plantação para investir em estudos e escavações", sustentou o presidente da administração da Finagra, José Roquette, que pretende agora "trazer à superfície o povoado e impulsionar visitas ao público para conhecimento do modo de vida dos nossos antepassados". Está em curso o processo de classificação do complexo como monumento nacional. A ERA-Arqueologia, impulsionada por José Roquette, encetou há cinco anos um processo de candidatura, tendo-a apresentado ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. Para Miguel Lago, um dos responsáveis desta investigação, "tudo aponta para que o complexo seja considerado monumento nacional e, se assim não for, no mínimo terá que ser considerado como imóvel de interesse público", justificou.
Público, 20.09.2008, por Maria Antónia Zacarias
Arqueólogos do complexo dos Perdigões terão identificado três esqueletos que seriam das primeiras sociedades de camponeses do Sul da Europa
O Complexo Arqueológico dos Perdigões, projecto da Herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz, fez novas descobertas inéditas. Durante as escavações de 2008, realizadas pela ERA-Arqueologia, em fossas escavadas há aproximadamente 4500 anos, a equipa de arqueólogos identificou um conjunto de três esqueletos humanos do que se pensa serem das primeiras sociedades de camponeses do Sul da Europa. Segundo os peritos, este achado é particularmente importante e surpreendente porque não teve lugar na necrópole, local onde até agora eram conhecidas todas as sepulturas do sítio, mas sim a cerca de 300 metros do cemitério. "Esta descoberta suscita um grande interesse na comunidade científica e abre novas linhas para o programa global de investigação do sítio dos Perdigões", afirmou António Valera, responsável pelo Núcleo de Investigação Arqueológica da ERA. Os vestígios encontrados indicam uma importante revelação no que respeita ao estudo do ritual de gestão da morte. "Era já sabido que, após a morte de cada indivíduo existiria um local onde o corpo era colocado para decomposição, sendo os ossos transportados posteriormente para a necrópole", explicou.Esta descoberta surgiu no decorrer de uma investigação sobre a actividade da povoação na área da metalurgia do cobre em dois fossos e de um conjunto de fossas circulares. Segundo António Valera, aquelas fossos contêm abundantes vestígios de ossos de fauna e grande quantidade de fragmentos cerâmicos, de pesos de tear, instrumentos em pedra e restos de cobre resultantes de fundição. "Já a escavação das fossas circulares revelou algumas surpresas, sendo a mais significativa a identificação de enterramentos humanos", frisou. "O povoado de 16 hectares, fundado há mais de cinco mil anos, apresenta particularidades que o tornam num dos importantes complexos pré-históricos deste género conhecidos na Europa, sendo constituído por vestígios de um santuário megalítico, incluindo menires, e um conjunto de recintos concêntricos definidos por grandes fossos escavados na terra e na rocha e um cemitério de sepulturas", explica António Valera. Abertura ao públicoA confirmação da grande importância histórica dos Perdigões deu-se em 1996, numa zona de plantação de vinha da Herdade do Esporão, que, "enquanto empresa que preserva o património, imediatamente se apercebeu da relevância deste achado, abandonando a plantação para investir em estudos e escavações", sustentou o presidente da administração da Finagra, José Roquette, que pretende agora "trazer à superfície o povoado e impulsionar visitas ao público para conhecimento do modo de vida dos nossos antepassados". Está em curso o processo de classificação do complexo como monumento nacional. A ERA-Arqueologia, impulsionada por José Roquette, encetou há cinco anos um processo de candidatura, tendo-a apresentado ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. Para Miguel Lago, um dos responsáveis desta investigação, "tudo aponta para que o complexo seja considerado monumento nacional e, se assim não for, no mínimo terá que ser considerado como imóvel de interesse público", justificou.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Descoberta perto de Almodôvar a mais extensa inscrição em escrita do sudoeste
Público, 15.09.2008, por Carlos Dias
Investigadores classificam o achado como "excepcional", sublinhando
que os 86 caracteres decifráveis da estela funerária agora descoberta
poderão permitir reconstituir o seu texto
Uma equipa da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa descobriu
na última sexta-feira, na estação arqueológica da Mesas do Castelinho,
em Santa Clara-a-Nova, no concelho alentejano de Almodôvar, uma estela
funerária em xisto datada da primeira Idade do Ferro, situada entre os
séculos VIII e V a.C.
O arqueólogo Rui Cortês disse ao PÚBLICO que o vestígio arqueológico
agora descoberto é de "excepcional importância", por se encontrar
intacto e por apresentar um total de 86 caracteres que abrem as portas
para que a chamada "escrita do Sudoeste" venha a ser decifrada.
A estela funerária não se encontrava numa necrópole e foi descoberta
por mero acaso pelos arqueólogos envolvidos em mais uma campanha de
escavações na Mesa do Castelinho, numa zona já prospectada, numa rua
romana, com as inscrições viradas para baixo. Do conjunto das 16
estelas que se encontram depositadas no Museu da Escrita do Sudoeste
de Almodôvar (ver caixa), a que acaba de ser descoberta "é um exemplar
muito vistoso e apelativo e com um texto enorme".
A estela de maior relevo anteriormente descoberta num território da
serra do Caldeirão que abrange parte do Baixo Alentejo e do Algarve,
conhecida com Estela de S. Martinho, apresenta 60 caracteres
epigrafados e também foi descoberta por acaso. O achado foi feito
durante os trabalhos de escavação para a instalação de um tanque de
água num local onde não havia mais pedras.
A pedra encontrada ficou então abandonada até que o proprietário do
terreno revelou a Rui Cortês, na sequência de um trabalho de
investigação que o arqueólogo efectuava em Silves, que tinha em
determinado sítio uma pedra "com letras".
A "escrita do Sudoeste", também conhecida como tartéssica, "é a mais
antiga da Península Ibérica e uma das mais antigas da Europa", explica
o arqueólogo. Na sua origem encontra-se a influência fenícia nos
tartessos, nome pelo qual os gregos conheciam a primeira civilização
do Ocidente, que se terá desenvolvido nas actuais regiões da Andaluzia
espanhola e do Baixo Alentejo e Algarve.
Tal como a maior parte das outras escritas paleo-hispânicas, à
excepção do alfabeto greco-ibérico, a escrita tartéssica apresenta
signos que representam consoantes e vogais, como os alfabetos, e
signos que representam sílabas, como os silabários.
A sua utilização é conhecida entre os séculos VIII e V a.C. no
Sudoeste da Península Ibérica e envolveu os povos que habitaram,
durante a primeira Idade do Ferro, as regiões do Baixo Alentejo,
Algarve, Andaluzia ocidental e Sul da Estremadura (estas duas últimas
no actual território espanhol). A escrita dos tartessos, que receberam
influências culturais de egípcios e fenícios, é distinta das dos povos
vizinhos, é mais complexa e permanece indecifrável até à actualidade.
Os seus textos apresentam-se quase sempre da direita para a esquerda
sobre estelas. O achado agora descoberto vai ficar exposto no Museu da
Escrita do Sudoeste de Almodôvar a partir do dia 25 deste mês.
A Câmara de Almodôvar abriu ao público em Setembro de 2007, no antigo
cineteatro municipal, um museu onde estão expostos os vestígios de uma
das maiores e mais importantes concentrações de "escrita do Sudoeste"
da Península Ibérica. O novo espaço museológico apresenta um espólio
de 16 estelas achadas no concelho de Almodôvar. Ao todo, conhecem-se
75 exemplares deste géneros em território português e 90 na Península
Ibérica. As estelas funerárias ali exibidas são pedras tumulares de
xisto com inscrições da Idade do Ferro.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Descubiertos los restos de la muralla que cercaba Jerusalén en tiempos de Jesús
La fortificación mide tres metros de altura y pertenece a la época de mayor esplendor de la ciudad
EFE - Jerusalén - 03/09/2008
Arqueólogos israelíes han descubierto en el Monte Sión restos de la parte sur de la muralla que cercaba Jerusalén en el siglo I a.C., que arrojan luz sobre la ciudad por la que caminaron personajes como Jesucristo y Herodes. Tras un año y medio de excavaciones, la Autoridad de Antigüedades de Israel (IAA) presentó hoy en una conferencia de prensa los resultados de un proyecto que ha puesto al descubierto partes de la muralla que rodeaba la Ciudad Santa durante la época del Segundo Templo (518 a.C. al 70 d.C.).
Según explicó el director de la excavación, Yehiel Zelinger, este descubrimiento "permite hacernos una idea más clara de lo que era Jerusalén en aquella época, que fue la de su mayor esplendor". "Sabíamos que existían los restos de la muralla y por dónde pasaban, pero nunca la habíamos visto y ahora estarán a la vista de todo el mundo", añade, y puntualiza que el muro tiene una altura de más de tres metros. Sobre esa muralla de la época del Segundo Templo ha aparecido otro muro del periodo bizantino (324-640 d.C.).
"El hecho de que haya dos murallas de distintas épocas una sobre la otra nos hace pensar que siguen una línea topográfica para proteger el centro de la ciudad", explica Zelinger, para quien este dato "ofrece esperanzas de que encontremos también restos de la muralla en la época del Primer Templo (el Templo de Salomón, destruido en el 586 a.C.)".
Los restos de la parte sur de la muralla de la Ciudad Santa ya fueron excavados hace cerca de 120 años por el arqueólogo británico Frederick Jones Bliss, que puso al descubierto los muros a través de túneles que con el paso del tiempo se habían vuelto a llenar de tierra. A través de un estudio de referencias cruzadas entre los mapas de la excavación británica y planos actuales de la ciudad, los arqueólogos del IAA determinaron dónde estaban los túneles y volvieron a excavar la zona, en la que encontraron restos de aquella primera exploración, como un zapato y trozos de botellas de cerveza y vino de hace más de un siglo.
Saludos cordiales
La fortificación mide tres metros de altura y pertenece a la época de mayor esplendor de la ciudad
EFE - Jerusalén - 03/09/2008
Arqueólogos israelíes han descubierto en el Monte Sión restos de la parte sur de la muralla que cercaba Jerusalén en el siglo I a.C., que arrojan luz sobre la ciudad por la que caminaron personajes como Jesucristo y Herodes. Tras un año y medio de excavaciones, la Autoridad de Antigüedades de Israel (IAA) presentó hoy en una conferencia de prensa los resultados de un proyecto que ha puesto al descubierto partes de la muralla que rodeaba la Ciudad Santa durante la época del Segundo Templo (518 a.C. al 70 d.C.).
Según explicó el director de la excavación, Yehiel Zelinger, este descubrimiento "permite hacernos una idea más clara de lo que era Jerusalén en aquella época, que fue la de su mayor esplendor". "Sabíamos que existían los restos de la muralla y por dónde pasaban, pero nunca la habíamos visto y ahora estarán a la vista de todo el mundo", añade, y puntualiza que el muro tiene una altura de más de tres metros. Sobre esa muralla de la época del Segundo Templo ha aparecido otro muro del periodo bizantino (324-640 d.C.).
"El hecho de que haya dos murallas de distintas épocas una sobre la otra nos hace pensar que siguen una línea topográfica para proteger el centro de la ciudad", explica Zelinger, para quien este dato "ofrece esperanzas de que encontremos también restos de la muralla en la época del Primer Templo (el Templo de Salomón, destruido en el 586 a.C.)".
Los restos de la parte sur de la muralla de la Ciudad Santa ya fueron excavados hace cerca de 120 años por el arqueólogo británico Frederick Jones Bliss, que puso al descubierto los muros a través de túneles que con el paso del tiempo se habían vuelto a llenar de tierra. A través de un estudio de referencias cruzadas entre los mapas de la excavación británica y planos actuales de la ciudad, los arqueólogos del IAA determinaron dónde estaban los túneles y volvieron a excavar la zona, en la que encontraron restos de aquella primera exploración, como un zapato y trozos de botellas de cerveza y vino de hace más de un siglo.
Saludos cordiales
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Património: Ruínas romanas de Miróbriga vão passar a Monumento Nacional - Santiago do Cacém, Setúbal, 21 Ago (Lusa) - As ruínas romanas de Miróbriga (Santiago do Cacém) vão ser classificadas como Monumento Nacional no âmbito de um processo de reavaliação dos monumentos do Alentejo, revelou hoje o director regional da Cultura, José do Nascimento.Santiago do Cacém, Setúbal, 21 Ago (Lusa) - As ruínas romanas de Miróbriga (Santiago do Cacém) vão ser classificadas como Monumento Nacional no âmbito de um processo de reavaliação dos monumentos do Alentejo, revelou hoje o director regional da Cultura, José do Nascimento.O processo de reclassificação de Miróbriga vai ter início em breve, podendo, no entanto, a decisão "demorar algum tempo", explicou à agência Lusa o responsável da Direcção Regional da Cultura do Alentejo (DRCALEN), à margem de uma reunião que decorreu hoje em Santiago do Cacém.Classificadas, desde 1940, como Imóvel de Interesse Público, as ruínas romanas de Miróbriga serão o primeiro sítio arqueológico alentejano reclassificado.O estatuto de Monumento Nacional vai ser alcançado no âmbito da reavaliação a fazer aos 40 monumentos sob gestão da DRCALEN, que se prevê seja iniciada "em breve"."São classificações, na maior parte dos casos, feitas há várias décadas e que não obedecem a critérios científicos", justificou José do Nascimento.Outro monumento que poderá vir a ser reclassificado é o Cromeleque dos Almendres, Imóvel de Interesse Público localizado no concelho de Évora, exemplificou o director regional, ressalvando que a decisão ainda não está tomada.No caso de Miróbriga, José do Nascimento salientou que a reclassificação é uma medida "clara" para a DRCALEN, visando dar "uma maior importância ao sítio arqueológico"."É um monumento que merece essa reclassificação, sem qualquer dúvida", frisou.Ainda relativamente a estas ruínas romanas, está em curso uma negociação entre a DRCALEN, o município de Santiago do Cacém e a Liga dos Amigos de Miróbriga no sentido de estabelecer um protocolo de parceria para a gestão conjunta do sítio arqueológico.Para o efeito, têm-se realizado diversos encontros e reuniões, a mais recente das quais hoje naquela cidade do Litoral Alentejano.O director regional referiu ainda à Lusa que a DRCALEN está a instalar gabinetes de Actividades Sócio-Educativas, Associativismo e Voluntariado em todos os monumentos da região."Trata-se de gabinetes criados para desenvolver um trabalho de animação sócio-cultural com as autarquias e as escolas, estimulando o voluntariado e associativismo", esclareceu.Miróbriga terá sido habitada, pelo menos, desde a Idade do Ferro, partilhando as características das cidades provinciais romanas.As ruínas são compostas por um fórum com um templo dedicado ao culto imperial e um outro possivelmente dedicado a Vénus, além de uma zona comercial ("tabernae"), uma hospedaria e termas, com zonas de banhos frios e quentes.O aglomerado urbano é atravessado por calçadas de xisto, que uniam os vários núcleos, além de uma ponte.A cerca de um quilómetro do sítio arqueológico, encontram-se as ruínas de um hipódromo, destinado a corridas de carros puxados por dois ou quatro cavalos.O sítio possui um Centro de Acolhimento e Interpretação, onde está patente uma exposição permanente sobre o local.
Stonehenge
Normalmente, o visitante avista-o primeiro de relance, a partir da estrada. Para quem conduz em velocidade na estrada A303, que descuidadamente quase atravessa a entrada do monumento, Stonehenge assemelha-se a um aglomerado de protuberâncias insignificantes na vasta planície, onde não existe qualquer outro relevo de interesse. Texto de Caroline Alexander; Fotografias de Ken Geiger
Apreciado de perto, entre a confusão de pedras quebradas e erectas, continua a parecer não justificar a sua elevada reputação, apesar do notável empreendimento que terá representado o levantamento dos célebres blocos de arenito (o maior pesa 50 toneladas). Singular na actua-lidade, Stonehenge também foi provavelmente singular no seu tempo, há cerca de 4.500 anos – um monumento de pedra modelado sobre alicerces de madeira. Com efeito, os enormes lintéis encontram--se fixados na sua posição vertical por meio de juntas de encaixe-mecha-respiga inspiradas na carpintaria, eloquente indicação de quão radicalmente novo este monumento híbrido terá sido. É esta a sua inovação: a consciência declarada de que nada do género existira no passado, esta qualidade reveladora, ainda hoje palpável nas suas pedras arruinadas. Os homens que construíram Stonehenge descobriram algo até então desconhecido, tiveram uma revelação, dobraram uma esquina – ninguém duvida de que as pedras, assentes com uma determinada intenção, se encontram imbuídas de significado. O que significam elas ao certo? Apesar das inúmeras teorias propostas ao longo dos séculos, ninguém sabe. Stonehenge é a mais famosa relíquia da pré-história europeia e um dos monumentos mais conhecidos e debatidos em todo o mundo. Porém, não dispomos ainda de uma ideia segura sobre as funções que o monumento desempenhou para aqueles que o erigiram. No passado, os arqueólogos esforçaram-se por resolver este enigma, retirando das pedras todos os factos possíveis de extrair, submetendo a escrutínio os seus contornos, as suas marcas e, até, as suas sombras. A pesquisa recente, porém, levou os investigadores mais além, para longe de Stonehenge propriamente dito, até aos vestígios de uma aldeia neolítica descoberta na vizinhança, por um lado, e de uma montanha escarpada no Sudoeste de Gales, por outro. Embora ainda não tenha surgido uma resposta definitiva, estas duas investigações em curso permitiram formular hipóteses entusiasmantes.Stonehenge surgiu de uma rica tradição de estruturas igualmente enigmáticas. Os henges (recintos circulares definidos por taludes de terra e fossos concêntricos), os montículos e montes funerários, as estruturas circulares de madeira, os monólitos, círculos e ferraduras de pedra são comuns na Grã-Bretanha neolítica e em determinadas zonas da Europa continental. Em rigor, Stonehenge nem é um recinto, ao contrário do que o nome sugere, pois existe inversão sequencial no posicionamento do seu talude e fosso. De certa forma, o monumento reflectiu muitas destas tradições em diferentes fases da sua evolução. As primeiras pedras que seguramente pertencem à estrutura de Stonehenge, as pedras azuis, chegaram ao local antes de 2500 a.C., transportadas a partir do País de Gales por via fluvial e, depois, arrastadas por via terrestre. Seguiram-se os blocos gigantes de arenito, que preencheram o monumento que, em determinado momento, terá sido ligado ao rio Avon por uma avenida. Stonehenge representa assim o culminar de uma evolução dinâmica: as terraplenagens feitas na pradaria antes da implantação das pedras foram provavelmente inspiradas por crenças diferentes das que nortearam o monumento posterior de pedra, decididamente relacionado com a água. Para quem se posiciona em pé dentro dos círculos formados por pedras tombadas, não é fácil perceber a planta original do monumento. Mais fácil é imaginar os actos subjacentes: o planeamento e a engenharia; a diplomacia necessária para negociar o transporte de pedras através de diferentes territórios; as diligências logísticas para sustentar e equipar uma força de trabalho; a capacidade para persuadir, inspirar e compelir homens fisicamente aptos a deixar os seus animais, campos e territórios de caça.
Apreciado de perto, entre a confusão de pedras quebradas e erectas, continua a parecer não justificar a sua elevada reputação, apesar do notável empreendimento que terá representado o levantamento dos célebres blocos de arenito (o maior pesa 50 toneladas). Singular na actua-lidade, Stonehenge também foi provavelmente singular no seu tempo, há cerca de 4.500 anos – um monumento de pedra modelado sobre alicerces de madeira. Com efeito, os enormes lintéis encontram--se fixados na sua posição vertical por meio de juntas de encaixe-mecha-respiga inspiradas na carpintaria, eloquente indicação de quão radicalmente novo este monumento híbrido terá sido. É esta a sua inovação: a consciência declarada de que nada do género existira no passado, esta qualidade reveladora, ainda hoje palpável nas suas pedras arruinadas. Os homens que construíram Stonehenge descobriram algo até então desconhecido, tiveram uma revelação, dobraram uma esquina – ninguém duvida de que as pedras, assentes com uma determinada intenção, se encontram imbuídas de significado. O que significam elas ao certo? Apesar das inúmeras teorias propostas ao longo dos séculos, ninguém sabe. Stonehenge é a mais famosa relíquia da pré-história europeia e um dos monumentos mais conhecidos e debatidos em todo o mundo. Porém, não dispomos ainda de uma ideia segura sobre as funções que o monumento desempenhou para aqueles que o erigiram. No passado, os arqueólogos esforçaram-se por resolver este enigma, retirando das pedras todos os factos possíveis de extrair, submetendo a escrutínio os seus contornos, as suas marcas e, até, as suas sombras. A pesquisa recente, porém, levou os investigadores mais além, para longe de Stonehenge propriamente dito, até aos vestígios de uma aldeia neolítica descoberta na vizinhança, por um lado, e de uma montanha escarpada no Sudoeste de Gales, por outro. Embora ainda não tenha surgido uma resposta definitiva, estas duas investigações em curso permitiram formular hipóteses entusiasmantes.Stonehenge surgiu de uma rica tradição de estruturas igualmente enigmáticas. Os henges (recintos circulares definidos por taludes de terra e fossos concêntricos), os montículos e montes funerários, as estruturas circulares de madeira, os monólitos, círculos e ferraduras de pedra são comuns na Grã-Bretanha neolítica e em determinadas zonas da Europa continental. Em rigor, Stonehenge nem é um recinto, ao contrário do que o nome sugere, pois existe inversão sequencial no posicionamento do seu talude e fosso. De certa forma, o monumento reflectiu muitas destas tradições em diferentes fases da sua evolução. As primeiras pedras que seguramente pertencem à estrutura de Stonehenge, as pedras azuis, chegaram ao local antes de 2500 a.C., transportadas a partir do País de Gales por via fluvial e, depois, arrastadas por via terrestre. Seguiram-se os blocos gigantes de arenito, que preencheram o monumento que, em determinado momento, terá sido ligado ao rio Avon por uma avenida. Stonehenge representa assim o culminar de uma evolução dinâmica: as terraplenagens feitas na pradaria antes da implantação das pedras foram provavelmente inspiradas por crenças diferentes das que nortearam o monumento posterior de pedra, decididamente relacionado com a água. Para quem se posiciona em pé dentro dos círculos formados por pedras tombadas, não é fácil perceber a planta original do monumento. Mais fácil é imaginar os actos subjacentes: o planeamento e a engenharia; a diplomacia necessária para negociar o transporte de pedras através de diferentes territórios; as diligências logísticas para sustentar e equipar uma força de trabalho; a capacidade para persuadir, inspirar e compelir homens fisicamente aptos a deixar os seus animais, campos e territórios de caça.
Após descobertas de legado dos romanos na cidade Chaves anuncia candidatura a Património Mundial da Humanidade
2008-08-19 20:01:00 Lusa
A Câmara de Chaves anunciou hoje a candidatura da cidade a Património Mundial da Humanidade, pelo seu património cultural e histórico, essencialmente legado pelos romanos que construíram a ponte e a termas descobertas este ano.O presidente da Câmara de Chaves, João Batista, referiu que o ano de 2008 marca uma viragem para a cidade, permitindo-lhe reunir as condições necessárias para a candidatura a Património Mundial da UNESCO. O autarca explicou que apenas este ano foi reconhecida a existência de um balneário termal romano, descoberto no decorrer de escavações arqueológicas realizadas no largo do Arrabalde, que é "considerado como um dos maiores da Europa". O balneário já foi alvo de uma candidatura a monumento nacional."Também só este ano foi aprovada a candidatura, no valor de dez milhões de euros, com vista à regeneração do centro histórico, o que vai permitir uma melhor funcionalidade desta zona da cidade", frisou.Estes dois factos juntam-se aos vários monumentos nacionais e de interesse histórico existentes na cidade, desde a ponte romana, as termas de Chaves, o castelo, as muralhas medievais ou os fortes de São Francisco e de São Neutel. "Tudo isto junto permite-nos pensar que reunimos todas as condições para a nossa cidade ser classificada como Património Mundial da Humanidade", afirmou o autarca.O grande objectivo da câmara é, segundo João Batista, o "reconhecimento internacional da cidade e do património de Chaves, o reforço da identidade e o desenvolvimento sustentável".Segundo o autarca, será aprovada na próxima reunião camarária, a realizar quinta-feira, a comissão executiva da candidatura, que será liderada pelo arqueólogo Sérgio Carneiro. Será ainda constituída um conselho consultivo e uma comissão de honra presidida pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, o primeiro-ministro, José Sócrates, e o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.O primeiro passo "deste longo caminho" passa pelo reconhecimento por parte do Estado português e inclusão de Chaves na lista identificativa do Estado de sítios património mundial. "Desde que a nossa candidatura seja aceite há um período mínimo de dois anos para uma decisão final", salientou o autarca.Em Portugal já existem 12 locais que integram a lista da UNESCO, desde os centros históricos do Porto, Évora ou Guimarães ao Alto Douro Vinhateiro.
2008-08-19 20:01:00 Lusa
A Câmara de Chaves anunciou hoje a candidatura da cidade a Património Mundial da Humanidade, pelo seu património cultural e histórico, essencialmente legado pelos romanos que construíram a ponte e a termas descobertas este ano.O presidente da Câmara de Chaves, João Batista, referiu que o ano de 2008 marca uma viragem para a cidade, permitindo-lhe reunir as condições necessárias para a candidatura a Património Mundial da UNESCO. O autarca explicou que apenas este ano foi reconhecida a existência de um balneário termal romano, descoberto no decorrer de escavações arqueológicas realizadas no largo do Arrabalde, que é "considerado como um dos maiores da Europa". O balneário já foi alvo de uma candidatura a monumento nacional."Também só este ano foi aprovada a candidatura, no valor de dez milhões de euros, com vista à regeneração do centro histórico, o que vai permitir uma melhor funcionalidade desta zona da cidade", frisou.Estes dois factos juntam-se aos vários monumentos nacionais e de interesse histórico existentes na cidade, desde a ponte romana, as termas de Chaves, o castelo, as muralhas medievais ou os fortes de São Francisco e de São Neutel. "Tudo isto junto permite-nos pensar que reunimos todas as condições para a nossa cidade ser classificada como Património Mundial da Humanidade", afirmou o autarca.O grande objectivo da câmara é, segundo João Batista, o "reconhecimento internacional da cidade e do património de Chaves, o reforço da identidade e o desenvolvimento sustentável".Segundo o autarca, será aprovada na próxima reunião camarária, a realizar quinta-feira, a comissão executiva da candidatura, que será liderada pelo arqueólogo Sérgio Carneiro. Será ainda constituída um conselho consultivo e uma comissão de honra presidida pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, o primeiro-ministro, José Sócrates, e o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.O primeiro passo "deste longo caminho" passa pelo reconhecimento por parte do Estado português e inclusão de Chaves na lista identificativa do Estado de sítios património mundial. "Desde que a nossa candidatura seja aceite há um período mínimo de dois anos para uma decisão final", salientou o autarca.Em Portugal já existem 12 locais que integram a lista da UNESCO, desde os centros históricos do Porto, Évora ou Guimarães ao Alto Douro Vinhateiro.
Baía de Angra revela artefactos de naufrágios seculares Açoriano Oriental, Regional
2008-08-25 11:30
A Baía de Angra do Heroísmo continua a revelar-se uma "arca" devestígios arqueológicos do século XVI ao XX, com o aparecimento detrês novos "sítios" descobertos por uma equipa de nove investigadoresde arqueologia marítima. José António Bettencourt, responsável pelos trabalhos arqueológicos,revelou à agência Lusa que foram localizados um novo naufrágio,denominado "Angra J", um túmulo de lastro de embarcação e um terceirocom uma densidade de vestígios que vão do século XVI ao século XX. "Junto do naufrágio, que mantém grande parte da sua estrutura demadeira e que é um local com elevado potencial de investigação, foitambém localizado um canhão em ferro e um apito em bronze [séculoXVI], que se supõe fosse usado para chamar a tripulação e que já foienviado para o Centro de Conservação e Restauro", adiantou oarqueólogo. No mesmo local, foi ainda recolhida uma "concreção" (solidificação)que os técnicos pensam "corresponder a uma espada", bem como outrosobjectos em metal e cerâmicas. Os investigadores localizaram, também, junto do túmulo de lastro, uma"anforeta" e outras cerâmicas mais comuns. O terceiro sítio agora sinalizado, onde existe uma densidade devestígios que vão do século XVI ao século XX, deverá estar relacionadocom a sua utilização como fundeador - zona de ancoragem e actividadesportuárias. Dentro desta área, segundo José António Bettencourt, "há uma zonacujos materiais - entre eles, potes de cerâmica e cachimbos - possuemuma coerência tipológica e cronológica que se pensa ser do século XIXe que poderá corresponder a outro naufrágio". "A datação dos materiais recolhidos vai ser feita pela sua tipologiaem comparação com outros artefactos recolhidos de outros sítios e quejá se encontram bem datados", explicou o arqueólogo. O trabalho dos arqueólogos estende-se a uma intervenção num outronaufrágio, denominado "Angra B" - um navio do século XVI ou princípiodo século XVII -, no sentido de ser finalizado "o seu registo, deforma exaustiva, em termos de planta, fotografia e análisedescritiva". "Os vestígios deste naufrágio serão, no final da campanha, no fim deAgosto, protegidos com sacos e redes, uma vez que nas intervençõesfeitas, nos últimos dois anos, indicaram que ocorre um processo deerosão que o pode colocar em perigo", adiantou José AntónioBettencourt. As pesquisas estão a ser feitas no âmbito do Projecto de InvestigaçãoArqueológica Subaquática (PIAS), financiado pela Direcção Regional daCultura, dotado com 40 mil euros, e que teve o seu início em 2006 e seprolonga até ao próximo ano. O projecto é dirigido pelo professor da Universidade dos Açores, JoséDamião Rodrigues, e do Centro de História de Além-Mar, uma unidade deinvestigação inter-universitária que une as universidades dos Açores euniversidade Nova de Lisboa. O seu trabalho desenvolve-se na investigação na área da História dosDescobrimentos e Expansão Portuguesa, nomeadamente a história dosAçores. Na Baía de Angra, ilha Terceira, estão sinalizados, a partir de agora,dez locais de naufrágios denominados de "Angra" e numerados de "A" a"J", e cerca de duas dezenas de sítios com interesse arqueológico. Dois deles são parques arqueológicos e abertos ao turismo subaquáticodesde 2006. O primeiro parque, "Naufrágio do vapor Lidador", navio brasileiro detransporte de passageiros e mercadorias, que afundou em 1878, estálocalizado a dez metros da costa da baía e a sete metros deprofundidade. O "Lidador" foi movido do local original onde foi encontrado para umanova localização dentro da baía de forma a ser construído o porto derecreio da cidade de Angra do Heroísmo. O segundo, um "Cemitérios de Âncoras", onde ancoravam as naus egaleões dos séculos XVI e XVII, localiza-se a 500 metros da costa e auma profundidade variável entre os 16 e 40 metros. Os visitantes poderão observar, através de um itinerário subaquáticopreviamente estabelecido, 40 metros de casco do "Lidador" e cerca de35 âncoras. Para além destas reservas, o Governo Regional pretende abrir mais duasnas ilhas do Pico e Flores, onde se encontram afundados os navios"Caroline" (1901), que controlava o mercado europeu de adubos, e o"Slavónia" (1909), um navio inglês de passageiros. Paralelamente, as autoridades regionais estão a elaborar a CartaArqueológica Subaquática dos Açores (CASA) que visa criar um banco dedados informatizado, constituído por informações das mais diversasfontes. A CASA vai permitir ainda a criação de um roteiro específico deturismo de parques arqueológicos subaquáticos na região. Para a elaboração desta carta, a região estabeleceu um protocolo decooperação técnica com a Fundação Rebikoff-Niggeler, que tem abrangidodesde 2006 a realização das pesquisas na costa sul da ilha Terceira eque este ano se estendeu às ilhas do Pico e Faial O protocolo, com uma dotação de 340 mil euros, determinou adisponibilização por parte da fundação do submarino "Lula", comcapacidade para mergulhar até 500 metros de profundidade, de um sonarde varrimento lateral, um magmetómetro e de uma embarcação de apoio. As primeiras investigações arqueológicas subaquáticas nos Açores, comcarácter científico e sistemático, datam de 1996.
2008-08-25 11:30
A Baía de Angra do Heroísmo continua a revelar-se uma "arca" devestígios arqueológicos do século XVI ao XX, com o aparecimento detrês novos "sítios" descobertos por uma equipa de nove investigadoresde arqueologia marítima. José António Bettencourt, responsável pelos trabalhos arqueológicos,revelou à agência Lusa que foram localizados um novo naufrágio,denominado "Angra J", um túmulo de lastro de embarcação e um terceirocom uma densidade de vestígios que vão do século XVI ao século XX. "Junto do naufrágio, que mantém grande parte da sua estrutura demadeira e que é um local com elevado potencial de investigação, foitambém localizado um canhão em ferro e um apito em bronze [séculoXVI], que se supõe fosse usado para chamar a tripulação e que já foienviado para o Centro de Conservação e Restauro", adiantou oarqueólogo. No mesmo local, foi ainda recolhida uma "concreção" (solidificação)que os técnicos pensam "corresponder a uma espada", bem como outrosobjectos em metal e cerâmicas. Os investigadores localizaram, também, junto do túmulo de lastro, uma"anforeta" e outras cerâmicas mais comuns. O terceiro sítio agora sinalizado, onde existe uma densidade devestígios que vão do século XVI ao século XX, deverá estar relacionadocom a sua utilização como fundeador - zona de ancoragem e actividadesportuárias. Dentro desta área, segundo José António Bettencourt, "há uma zonacujos materiais - entre eles, potes de cerâmica e cachimbos - possuemuma coerência tipológica e cronológica que se pensa ser do século XIXe que poderá corresponder a outro naufrágio". "A datação dos materiais recolhidos vai ser feita pela sua tipologiaem comparação com outros artefactos recolhidos de outros sítios e quejá se encontram bem datados", explicou o arqueólogo. O trabalho dos arqueólogos estende-se a uma intervenção num outronaufrágio, denominado "Angra B" - um navio do século XVI ou princípiodo século XVII -, no sentido de ser finalizado "o seu registo, deforma exaustiva, em termos de planta, fotografia e análisedescritiva". "Os vestígios deste naufrágio serão, no final da campanha, no fim deAgosto, protegidos com sacos e redes, uma vez que nas intervençõesfeitas, nos últimos dois anos, indicaram que ocorre um processo deerosão que o pode colocar em perigo", adiantou José AntónioBettencourt. As pesquisas estão a ser feitas no âmbito do Projecto de InvestigaçãoArqueológica Subaquática (PIAS), financiado pela Direcção Regional daCultura, dotado com 40 mil euros, e que teve o seu início em 2006 e seprolonga até ao próximo ano. O projecto é dirigido pelo professor da Universidade dos Açores, JoséDamião Rodrigues, e do Centro de História de Além-Mar, uma unidade deinvestigação inter-universitária que une as universidades dos Açores euniversidade Nova de Lisboa. O seu trabalho desenvolve-se na investigação na área da História dosDescobrimentos e Expansão Portuguesa, nomeadamente a história dosAçores. Na Baía de Angra, ilha Terceira, estão sinalizados, a partir de agora,dez locais de naufrágios denominados de "Angra" e numerados de "A" a"J", e cerca de duas dezenas de sítios com interesse arqueológico. Dois deles são parques arqueológicos e abertos ao turismo subaquáticodesde 2006. O primeiro parque, "Naufrágio do vapor Lidador", navio brasileiro detransporte de passageiros e mercadorias, que afundou em 1878, estálocalizado a dez metros da costa da baía e a sete metros deprofundidade. O "Lidador" foi movido do local original onde foi encontrado para umanova localização dentro da baía de forma a ser construído o porto derecreio da cidade de Angra do Heroísmo. O segundo, um "Cemitérios de Âncoras", onde ancoravam as naus egaleões dos séculos XVI e XVII, localiza-se a 500 metros da costa e auma profundidade variável entre os 16 e 40 metros. Os visitantes poderão observar, através de um itinerário subaquáticopreviamente estabelecido, 40 metros de casco do "Lidador" e cerca de35 âncoras. Para além destas reservas, o Governo Regional pretende abrir mais duasnas ilhas do Pico e Flores, onde se encontram afundados os navios"Caroline" (1901), que controlava o mercado europeu de adubos, e o"Slavónia" (1909), um navio inglês de passageiros. Paralelamente, as autoridades regionais estão a elaborar a CartaArqueológica Subaquática dos Açores (CASA) que visa criar um banco dedados informatizado, constituído por informações das mais diversasfontes. A CASA vai permitir ainda a criação de um roteiro específico deturismo de parques arqueológicos subaquáticos na região. Para a elaboração desta carta, a região estabeleceu um protocolo decooperação técnica com a Fundação Rebikoff-Niggeler, que tem abrangidodesde 2006 a realização das pesquisas na costa sul da ilha Terceira eque este ano se estendeu às ilhas do Pico e Faial O protocolo, com uma dotação de 340 mil euros, determinou adisponibilização por parte da fundação do submarino "Lula", comcapacidade para mergulhar até 500 metros de profundidade, de um sonarde varrimento lateral, um magmetómetro e de uma embarcação de apoio. As primeiras investigações arqueológicas subaquáticas nos Açores, comcarácter científico e sistemático, datam de 1996.
Arqueólogos mexicanos descubren la 'puerta de entrada' al inframundo maya
Son construcciones subterráneas muy elaboradas y de complicado acceso
Se han encontrado restos óseos humanos y ajuar funerario
Crónicas de 1562 hablan de 17 lugares de este tipo; se han encontrado nueve
Actualizado jueves 14/08/2008 05:38 (CET)
EFE
MÉXICO.- Arqueólogos mexicanos creen haber descubierto en el estado de Yucatán (sureste) la red subterránea de cuevas que los antiguos mayas creían daba a Xibalbá, el inframundo, según informó el Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH).
Un equipo de especialistas ha dado con varios templos en estos espacios subterráneos de cuevas y cenotes (ríos sagrados) que, según el Popol Vuh -el libro de la mitología maya- conducía al mundo de los muertos, un espacio acuoso con casas.
Los arqueólogos creen que los espacios de culto hallados, construcciones muy elaboradas ubicadas en algunos casos en espacios de muy difícil acceso, como hoyos de hasta 40 metros, tenían como objeto reverenciar a Xibalbá.
Dentro de una de las cuevas se localizó una calzada de casi cien metros de largo, bien cimentada, similar a las del enclave maya de Chichén Itzá, considerado uno de los centros de esta cultura en la antigüedad.
La calzada gira intencionadamente hacia donde se halla un cuerpo de agua, donde se encuentra una columna de estalactitas y estalagmitas que se asemeja a una ceiba, el árbol de la vida para los mayas. El camino termina en tres plataformas que llegan al agua. El patrón es similar al de la Cueva de Balakanché, en Chichén Itzá.
Varias de las cuevas presentan una especie de portal natural tapiado con piedras labradas, con un pequeño acceso que no llega al metro de altura.
Se encontraron huesos y ajuar funerario
En estos espacios se hallaron restos óseos humanos y ofrendas funerarias, entre ellos una vasija de hace 1.900 años. Hasta el momento, se han encontrado catorce de estos sitios con elementos rituales.
El hallazgo, ubicado dentro del proyecto 'El culto al cenote en el centro de Yucatán', parece reproducir lo asentado sobre las creencias mayas en fuentes históricas como el Popol Vuh, de acuerdo al INAH. Las investigaciones se ampliarán próximamente para explorar los vestigios del culto subterráneo.
En crónicas de 1562 sobre la persecución de la idolatría tras la Conquista española, se mencionan 17 cuevas y cenotes donde se efectuaban ritos mayas, de los que nueve han sido localizados por los arqueólogos. Siete de ellos contenían restos óseos, dos en gran cantidad.
Yucatán alberga muchos vestigios de los mayas, como las ciudades de Uxmal y Chichén Itzá. Los arqueólogos creen que la tupida selva que cubre el Estado oculta muchos más restos de esta cultura prehispánica.
Son construcciones subterráneas muy elaboradas y de complicado acceso
Se han encontrado restos óseos humanos y ajuar funerario
Crónicas de 1562 hablan de 17 lugares de este tipo; se han encontrado nueve
Actualizado jueves 14/08/2008 05:38 (CET)
EFE
MÉXICO.- Arqueólogos mexicanos creen haber descubierto en el estado de Yucatán (sureste) la red subterránea de cuevas que los antiguos mayas creían daba a Xibalbá, el inframundo, según informó el Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH).
Un equipo de especialistas ha dado con varios templos en estos espacios subterráneos de cuevas y cenotes (ríos sagrados) que, según el Popol Vuh -el libro de la mitología maya- conducía al mundo de los muertos, un espacio acuoso con casas.
Los arqueólogos creen que los espacios de culto hallados, construcciones muy elaboradas ubicadas en algunos casos en espacios de muy difícil acceso, como hoyos de hasta 40 metros, tenían como objeto reverenciar a Xibalbá.
Dentro de una de las cuevas se localizó una calzada de casi cien metros de largo, bien cimentada, similar a las del enclave maya de Chichén Itzá, considerado uno de los centros de esta cultura en la antigüedad.
La calzada gira intencionadamente hacia donde se halla un cuerpo de agua, donde se encuentra una columna de estalactitas y estalagmitas que se asemeja a una ceiba, el árbol de la vida para los mayas. El camino termina en tres plataformas que llegan al agua. El patrón es similar al de la Cueva de Balakanché, en Chichén Itzá.
Varias de las cuevas presentan una especie de portal natural tapiado con piedras labradas, con un pequeño acceso que no llega al metro de altura.
Se encontraron huesos y ajuar funerario
En estos espacios se hallaron restos óseos humanos y ofrendas funerarias, entre ellos una vasija de hace 1.900 años. Hasta el momento, se han encontrado catorce de estos sitios con elementos rituales.
El hallazgo, ubicado dentro del proyecto 'El culto al cenote en el centro de Yucatán', parece reproducir lo asentado sobre las creencias mayas en fuentes históricas como el Popol Vuh, de acuerdo al INAH. Las investigaciones se ampliarán próximamente para explorar los vestigios del culto subterráneo.
En crónicas de 1562 sobre la persecución de la idolatría tras la Conquista española, se mencionan 17 cuevas y cenotes donde se efectuaban ritos mayas, de los que nueve han sido localizados por los arqueólogos. Siete de ellos contenían restos óseos, dos en gran cantidad.
Yucatán alberga muchos vestigios de los mayas, como las ciudades de Uxmal y Chichén Itzá. Los arqueólogos creen que la tupida selva que cubre el Estado oculta muchos más restos de esta cultura prehispánica.
Açores: Descobertos destroços da fragata francesa "L'astrée" quenaufragou junto ao Pico em 1796
28 de Agosto de 2008, 09:45
*** João Aranda e Silva, da Agência Lusa ***
Angra do Heroísmo, 28 Ago (Lusa) - Uma equipa de investigadores daDirecção Regional da Cultura (DRCAç) dos Açores localizou, pelaprimeira vez, os destroços da fragata francesa "L'ástrée" que afundoujunto de Santo Amaro do Pico, a 29 de Janeiro 1796. Catarina Garcia, arqueóloga da DRCAç, disse à Agência Lusa que "afragata encontra-se a oito metros de profundidade numa zona deorografia difícil com rochedos e abismos próximos que vão a mais decinquenta metros de profundidade". "É um sítio difícil e até mesmo assustador o que leva agora acompreender porque foi difícil encontrar os vestígios do naufrágio",explicou a arqueóloga. No acervo da Biblioteca Publica de Angra do Heroísmo, encontra-se umacarta do Juiz de Fora da Ilha do Pico que dá conta da ocorrênciasublinhando que "naufragou na Costa do Norte desta Ilha, junto a humlugar chamado de Santo Amaro, do termo desta Villa, huma FragataFranceza denominada Astrea". "Vinha da Ilha Guadelupe, para França, carregada de asucar, e café daConvençaõ, trazendo 18 peças d' artilharia de guarniçaõ, e 180pessoas", específica a correspondência. O Juiz, Luiz Correia Teixeira Bragança, faz o balanço do desastre,especificando que "de toda aquella gente somente se salvaraõ 57pessoas; a saber 7 Inglezes (de 12 que vinhaõ na Fragata comoprizioneiros de guerra), e 50 Francezes, tudo Marinheiros, e algunsofficiais de manobra, morrendo 123". O magistrado explica mesmo as providências que tomou sublinhando quefoi logo ordenar "enterrar os mortos, por evitar algum contagio edepois de dár as providencias, que me pareseraõ necessarias, para sepôr a salvo tudo aquillo, que pudese sahir; recolhime para estaVilla". A situação na ilha do Pico, naquela altura, não era a melhor uma vezque "por espaço de des dias, que aqui se demoraraõ, trateios comhomanidade, sem os meter em prizaõ e ainda que o quisesse fazer naõ hánesta Villa cadeas, porque se demoliraõ, (palavra ilegível)inteiramente". Além disso, a ilha tinha falta de alimentos dizendo o juiz de fora que"contribuilhe o seu necessario sustento, quazi tudo á minha custa,athe emfim vendo que elles naõ podiaõ subsestir nesta Ilha, pela faltaque há nella dos generos da primeira necessidade estive para osremeter para essa Capital". É ainda o relato do juiz, acompanhado do seu escrivão, Joaquim José daRosa, que constataram que "a Fragata se tinha feito em pedaços e que omar (por ser neste Sitio o tempo muito tromentoso) logo levou consigoa mayor parte da dita Fragata deixando unicamente hum grande monte deCabos e algumas vellas envoltas com huns bocados de mastros". São estes vestígios que agora foram localizados e vão serinventariados pelos investigadores da Direcção Regional da Cultura. As acções dos investigadores têm por objectivo a continuada elaboraçãoda Carta Arqueológica Subaquática dos Açores (CASA). Os trabalhos, coordenados cientificamente pela DRCAç, têm o apoiotécnico, desde 2006, da fundação Rebikoff-Niggeler, com quem foiestabelecido um protocolo para pesquisas na costa sul da Ilha Terceirae que este ano se estendeu às ilhas do Pico e Faial. No âmbito das pesquisas a equipa de investigação esteve igualmentejunto do local (costa da Madalena-Pico) onde se afundou o navio"Caroline" (1901) que controlava o mercado europeu de adubos. Catarina Garcia revelou que "este local tem potencialidades de vir aser um parque arqueológico" uma vez que possui "uma enorme diversidadede vestígios em ferros numa área de cerca de 50 metros, em águascristalinas". "Vai ser efectuado um levantamento mais profundo e elaborado um mapaque sirva para o turismo arqueológico subaquático", disse ainvestigadora. Também entre os locais de Porto Pim e Praia do Almoxarife, na ilha doFaial, foram localizadas, a 40 e 50 metros de profundidade, diversasâncoras e locais de naufrágio, que vão agora ser estudados para a suaidentificação.
28 de Agosto de 2008, 09:45
*** João Aranda e Silva, da Agência Lusa ***
Angra do Heroísmo, 28 Ago (Lusa) - Uma equipa de investigadores daDirecção Regional da Cultura (DRCAç) dos Açores localizou, pelaprimeira vez, os destroços da fragata francesa "L'ástrée" que afundoujunto de Santo Amaro do Pico, a 29 de Janeiro 1796. Catarina Garcia, arqueóloga da DRCAç, disse à Agência Lusa que "afragata encontra-se a oito metros de profundidade numa zona deorografia difícil com rochedos e abismos próximos que vão a mais decinquenta metros de profundidade". "É um sítio difícil e até mesmo assustador o que leva agora acompreender porque foi difícil encontrar os vestígios do naufrágio",explicou a arqueóloga. No acervo da Biblioteca Publica de Angra do Heroísmo, encontra-se umacarta do Juiz de Fora da Ilha do Pico que dá conta da ocorrênciasublinhando que "naufragou na Costa do Norte desta Ilha, junto a humlugar chamado de Santo Amaro, do termo desta Villa, huma FragataFranceza denominada Astrea". "Vinha da Ilha Guadelupe, para França, carregada de asucar, e café daConvençaõ, trazendo 18 peças d' artilharia de guarniçaõ, e 180pessoas", específica a correspondência. O Juiz, Luiz Correia Teixeira Bragança, faz o balanço do desastre,especificando que "de toda aquella gente somente se salvaraõ 57pessoas; a saber 7 Inglezes (de 12 que vinhaõ na Fragata comoprizioneiros de guerra), e 50 Francezes, tudo Marinheiros, e algunsofficiais de manobra, morrendo 123". O magistrado explica mesmo as providências que tomou sublinhando quefoi logo ordenar "enterrar os mortos, por evitar algum contagio edepois de dár as providencias, que me pareseraõ necessarias, para sepôr a salvo tudo aquillo, que pudese sahir; recolhime para estaVilla". A situação na ilha do Pico, naquela altura, não era a melhor uma vezque "por espaço de des dias, que aqui se demoraraõ, trateios comhomanidade, sem os meter em prizaõ e ainda que o quisesse fazer naõ hánesta Villa cadeas, porque se demoliraõ, (palavra ilegível)inteiramente". Além disso, a ilha tinha falta de alimentos dizendo o juiz de fora que"contribuilhe o seu necessario sustento, quazi tudo á minha custa,athe emfim vendo que elles naõ podiaõ subsestir nesta Ilha, pela faltaque há nella dos generos da primeira necessidade estive para osremeter para essa Capital". É ainda o relato do juiz, acompanhado do seu escrivão, Joaquim José daRosa, que constataram que "a Fragata se tinha feito em pedaços e que omar (por ser neste Sitio o tempo muito tromentoso) logo levou consigoa mayor parte da dita Fragata deixando unicamente hum grande monte deCabos e algumas vellas envoltas com huns bocados de mastros". São estes vestígios que agora foram localizados e vão serinventariados pelos investigadores da Direcção Regional da Cultura. As acções dos investigadores têm por objectivo a continuada elaboraçãoda Carta Arqueológica Subaquática dos Açores (CASA). Os trabalhos, coordenados cientificamente pela DRCAç, têm o apoiotécnico, desde 2006, da fundação Rebikoff-Niggeler, com quem foiestabelecido um protocolo para pesquisas na costa sul da Ilha Terceirae que este ano se estendeu às ilhas do Pico e Faial. No âmbito das pesquisas a equipa de investigação esteve igualmentejunto do local (costa da Madalena-Pico) onde se afundou o navio"Caroline" (1901) que controlava o mercado europeu de adubos. Catarina Garcia revelou que "este local tem potencialidades de vir aser um parque arqueológico" uma vez que possui "uma enorme diversidadede vestígios em ferros numa área de cerca de 50 metros, em águascristalinas". "Vai ser efectuado um levantamento mais profundo e elaborado um mapaque sirva para o turismo arqueológico subaquático", disse ainvestigadora. Também entre os locais de Porto Pim e Praia do Almoxarife, na ilha doFaial, foram localizadas, a 40 e 50 metros de profundidade, diversasâncoras e locais de naufrágio, que vão agora ser estudados para a suaidentificação.
Un estudio señala que los neandertales no eran menos inteligentes que los homosapiens
Científicos ingleses y estadounidenses descartan que el uso de herramientasafiladas significara un mayor intelecto ELPAÍS.com - Washington - 26/08/2008 Científicos ingleses y estadounidenses han formulado un estudio que aportanuevos elementos para refutar una teoría sustentada desde hace más de 60años: que la extinción de los neandertales se debió a que eran menosinteligentes que el homo sapiens, el antepasado directo del hombre. * No hubo cruce entre neandertales y humanos* Los neandertales podían hablar como los humanos actuales La noticia en otros webs * webs en español* en otros idiomas La investigación, publicada en la Journal of Human Evolution, indica que losneandertales eran tan buenos cazadores como los homo sapiens. Asimismo elestudio afirma que no existían diferencias notables entre ambas especies en sucapacidad de comunicación. Hasta ahora, uno de los elementos que presuntamentedemuestran la superioridad intelectual de los sapiens es la utilización deherramientas de piedra más afiladas que los romos usados por los neandertales. "Tecnológicamente hablando no existe diferencia entre una herramienta y otra",ha señalado Metin Eren, estudiante de arqueología experimental de laUniversidad de Exeter y autor principal del estudio. "Cuando pensamos en losneandertales, necesitamos dejar de pensar en términos como estúpido o menosavanzado, y pensar en que eran diferentes", señaló. Esas herramientas fueron producidas por el homo sapiens durante la colonizaciónde Europa, hace aproximadamente 40.000 años. Hasta hace tiempo se creía queesos utensilios o armas los homo sapiens habían superado y expulsado a susrivales de la Edad de Piedra. Los científicos de la Universidad de Exeter, de la Universidad Metodista delSur y de la Universidad Estatal de Texas, niegan tal diferencia en lastecnologías y van más allá al afirmar que es posible que las herramientasusadas por los neandertales hayan sido mejores que las del homo sapiens. "Eshora de que los arqueólogos comiencen a buscar otras razones de la extinciónde los neandertales y la supervivencia de nuestros antepasados", señaló Eren. Los neandertales aparecieron durante la glaciación europea, mientras que loshomo sapiens surgieron en África y se propagaron al resto del mundo hace entre40.000 y 50.000 años. Se cree que los neandertales se extinguieron hace unos28.000 años, lo que sugiere al menos 10.000 años de posible interacción conlos antepasados de nuestra especie.
Científicos ingleses y estadounidenses descartan que el uso de herramientasafiladas significara un mayor intelecto ELPAÍS.com - Washington - 26/08/2008 Científicos ingleses y estadounidenses han formulado un estudio que aportanuevos elementos para refutar una teoría sustentada desde hace más de 60años: que la extinción de los neandertales se debió a que eran menosinteligentes que el homo sapiens, el antepasado directo del hombre. * No hubo cruce entre neandertales y humanos* Los neandertales podían hablar como los humanos actuales La noticia en otros webs * webs en español* en otros idiomas La investigación, publicada en la Journal of Human Evolution, indica que losneandertales eran tan buenos cazadores como los homo sapiens. Asimismo elestudio afirma que no existían diferencias notables entre ambas especies en sucapacidad de comunicación. Hasta ahora, uno de los elementos que presuntamentedemuestran la superioridad intelectual de los sapiens es la utilización deherramientas de piedra más afiladas que los romos usados por los neandertales. "Tecnológicamente hablando no existe diferencia entre una herramienta y otra",ha señalado Metin Eren, estudiante de arqueología experimental de laUniversidad de Exeter y autor principal del estudio. "Cuando pensamos en losneandertales, necesitamos dejar de pensar en términos como estúpido o menosavanzado, y pensar en que eran diferentes", señaló. Esas herramientas fueron producidas por el homo sapiens durante la colonizaciónde Europa, hace aproximadamente 40.000 años. Hasta hace tiempo se creía queesos utensilios o armas los homo sapiens habían superado y expulsado a susrivales de la Edad de Piedra. Los científicos de la Universidad de Exeter, de la Universidad Metodista delSur y de la Universidad Estatal de Texas, niegan tal diferencia en lastecnologías y van más allá al afirmar que es posible que las herramientasusadas por los neandertales hayan sido mejores que las del homo sapiens. "Eshora de que los arqueólogos comiencen a buscar otras razones de la extinciónde los neandertales y la supervivencia de nuestros antepasados", señaló Eren. Los neandertales aparecieron durante la glaciación europea, mientras que loshomo sapiens surgieron en África y se propagaron al resto del mundo hace entre40.000 y 50.000 años. Se cree que los neandertales se extinguieron hace unos28.000 años, lo que sugiere al menos 10.000 años de posible interacción conlos antepasados de nuestra especie.
Banhos de Sagalassos com esculturas da Dinastia Antonina
Estátua gigante do imperador Marco Aurélio descoberta na Turquia
26.08.2008 - 11h41 PÚBLICO
Uma estátua gigante de Marco Aurélio foi desenterrada num local arqueológico na Turquia. Os arqueólogos têm vindo a descobrir várias estátuas numa sala de banhos da cidade antiga de Sagalassos, que foi parcialmente destruída durante um terramoto entre 540 e 620 d. C.Sagalassos fica a 100 quilómetros a norte da cidade de Antália, no Sudoeste da Turquia. Os banhos têm uma forma de cruz e medem 1250 metros quadrados, estão cobertos por mosaicos e eram provavelmente utilizados como frigidarium, uma sala com uma piscina de água fria onde os cidadãos mergulhavam depois de tomarem um banho quente.Há doze anos que os arqueólogos têm escavado o local, e foram sendo desenterradas várias estátuas dos imperadores e das suas mulheres da dinastia antonina. No ano passado uma equipa liderada pelo professor Marc Waelkans da Universidade Católica de Leuven, Bélgica, pôs à luz vários fragmentos do que seria uma estátua de mármore colossal do imperador Adriano, que viveu entre 117 e 138 d. C.Depois de terem encontrado a cabeça e o braço de uma estátua de Faustina a Velha, a mulher do imperador Antonino Pio, a 20 de Agosto desenterraram as partes de baixo de duas pernas de uma estátua e um braço direito com um metro e meio. Quando se encontrou a cabeça, os arqueólogos perceberam que estavam diante da estátua do imperador Marco Aurélio quando era jovem.A cabeça, com quase um metro de altura, mostrava o jovem a olhar para cima. As pupilas estão direccionadas para o céu “como se tivesse numa contemplação profunda, completamente ajustado a um imperador que era mais um filósofo do que um soldado”, explicou Waelkens. Marco Aurélio foi o último imperador que fez parte da sucessão dos Cinco Bons Imperadores que trouxeram uma época de ouro a Roma. Governou de 161 a 180 DC, e foi considerado como um estóico. O investigador diz que esta estátua é uma das melhores representações do líder romano.O torso da estátua deveria ter uma armadura de bronze, por dentro deveria estar preenchido por terracota ou madeira. Quando a sala desabou, o torso provavelmente ficou destruído. As botas esculpidas estavam decoradas com pele de leão e escudos amazónicos.Os arqueólogos chegaram à conclusão que a sala estava preenchida com esculturas gigantes da Dinastia Antonina, que governou o Império romano durante o segundo século depois de Cristo. À medida que foram encontrando as estátuas de Adriano, a sua mulher Vibia Sabina, o imperador Antonino Pio, a sua mulher Faustina e Marco Aurélio dispersos em locais diferentes da sala concluíram que os imperadores estavam do lado Oeste da sala e as suas mulheres foram colocadas do lado Este.No próximo ano, os arqueólogos esperam encontrar a escultura da mulher de Marco Aurélio, Faustina a Jovem, na parte noroeste da sala. Ao imperador sucedeu o filho Cómodo, que acabou por ser assassinado, e governou um reino cheio de conflitos políticos e conspirações.
Estátua gigante do imperador Marco Aurélio descoberta na Turquia
26.08.2008 - 11h41 PÚBLICO
Uma estátua gigante de Marco Aurélio foi desenterrada num local arqueológico na Turquia. Os arqueólogos têm vindo a descobrir várias estátuas numa sala de banhos da cidade antiga de Sagalassos, que foi parcialmente destruída durante um terramoto entre 540 e 620 d. C.Sagalassos fica a 100 quilómetros a norte da cidade de Antália, no Sudoeste da Turquia. Os banhos têm uma forma de cruz e medem 1250 metros quadrados, estão cobertos por mosaicos e eram provavelmente utilizados como frigidarium, uma sala com uma piscina de água fria onde os cidadãos mergulhavam depois de tomarem um banho quente.Há doze anos que os arqueólogos têm escavado o local, e foram sendo desenterradas várias estátuas dos imperadores e das suas mulheres da dinastia antonina. No ano passado uma equipa liderada pelo professor Marc Waelkans da Universidade Católica de Leuven, Bélgica, pôs à luz vários fragmentos do que seria uma estátua de mármore colossal do imperador Adriano, que viveu entre 117 e 138 d. C.Depois de terem encontrado a cabeça e o braço de uma estátua de Faustina a Velha, a mulher do imperador Antonino Pio, a 20 de Agosto desenterraram as partes de baixo de duas pernas de uma estátua e um braço direito com um metro e meio. Quando se encontrou a cabeça, os arqueólogos perceberam que estavam diante da estátua do imperador Marco Aurélio quando era jovem.A cabeça, com quase um metro de altura, mostrava o jovem a olhar para cima. As pupilas estão direccionadas para o céu “como se tivesse numa contemplação profunda, completamente ajustado a um imperador que era mais um filósofo do que um soldado”, explicou Waelkens. Marco Aurélio foi o último imperador que fez parte da sucessão dos Cinco Bons Imperadores que trouxeram uma época de ouro a Roma. Governou de 161 a 180 DC, e foi considerado como um estóico. O investigador diz que esta estátua é uma das melhores representações do líder romano.O torso da estátua deveria ter uma armadura de bronze, por dentro deveria estar preenchido por terracota ou madeira. Quando a sala desabou, o torso provavelmente ficou destruído. As botas esculpidas estavam decoradas com pele de leão e escudos amazónicos.Os arqueólogos chegaram à conclusão que a sala estava preenchida com esculturas gigantes da Dinastia Antonina, que governou o Império romano durante o segundo século depois de Cristo. À medida que foram encontrando as estátuas de Adriano, a sua mulher Vibia Sabina, o imperador Antonino Pio, a sua mulher Faustina e Marco Aurélio dispersos em locais diferentes da sala concluíram que os imperadores estavam do lado Oeste da sala e as suas mulheres foram colocadas do lado Este.No próximo ano, os arqueólogos esperam encontrar a escultura da mulher de Marco Aurélio, Faustina a Jovem, na parte noroeste da sala. Ao imperador sucedeu o filho Cómodo, que acabou por ser assassinado, e governou um reino cheio de conflitos políticos e conspirações.
sábado, 9 de agosto de 2008
Cientistas fazem ensaio para sequenciar o genoma completo do homem de Neandertal
Cientistas fazem ensaio para sequenciar o genoma completo do homem de Neandertal Publico, 08.08.2008, Clara Barata A sequenciação de todo o ADN mitocondrial de um osso fossilizado de umhominídeo que viveu há 38 mil anos mostra que é possível ser maisambicioso A Os homens de Neandertal e nós, que somos todos Homo sapiens,partilhámos um último antepassado há cerca de 660 mil anos. E, deacordo com a análise da sequência completa do genoma do ADN mitocondrial destes humanos que desapareceram da face da Terra há cerca de 35 mil anos, os seus genes não se terão misturado com os nossos: neandertais e homens modernos até podem ter tido relaçõessexuais, e eventualmente até filhos, mas não terão tido netos que deixassem marcas genéticas na população actual. A equipa que publica hoje os seus resultados na revista Cell écoordenada por Svante Pääbo, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, na Alemanha - que tem como objectivo sequenciar o genoma completo do Neandertal, para o comparar, gene a gene, com o dos humanos modernos. A tecnologia actual de sequenciação genética permitiu sonhar com este projecto, até há muito poucos anos impossível. Este trabalho, usando ADN extraído de um osso de Neandertal com 38 mil anos, encontrado na gruta de Vindija, na Croácia, foi uma espécie de ensaio para esse projecto, que a equipa, aliás, já iniciou. Por ora, o que fizeram foi mais modesto: sequenciaram, com um enormegrau de precisão (repetiram 35 vezes, para eliminar erros) todos os genes das mitocôndrias, pequenas estruturas que existem no interior da célula, e são responsáveis por lhe fornecer energia. Mas este ADN está separado do do núcleo, que é onde se encontram todas as instruções genéticas para criar um ser humano. Além disso, é transmitido degeração em geração intacto, pela linha maternal, sem se misturar comos genes das mitocôndrias das células do pai. Os cientistas descobriram que os Neandertais, que sobreviveram na Europa durante uma glaciação, devem ter sido mesmo muito poucos. A população seria tão reduzida que a selecção natural seria pouco eficaza eliminar as pequenas mutações genéticas que podem ter grandes impactos na saúde do indivíduo, por si só ou em resultado da acumulação destas gralhas genéticas. "A maior parte dos cientista sacredita que, há 40 mil anos, existiam apenas uns poucos milhares de Neandertais na Europa. Mas ainda há que saber se isto era uma característica geral, ou se foi uma redução com origem nalgum evento específico", comentou Johannes Krause, um dos autores do trabalho, citado num comunicado de imprensa da Cell. Os cientistas identificaram também mudanças numa das 13 proteínas cuja produção é comandada pelo gene COX2 do ADN mitocondrial - mas esta não parece acarretar diferenças funcionais. "É uma descoberta intrigante, mas não sabemos o que significa", disse o primeiro autor do artigo,Richard Green.
terça-feira, 29 de julho de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
terça-feira, 15 de julho de 2008
Ossos de neandertais na gruta da Oliveira
PÚBLICO
14.07.2008, Teresa Firmino
Dois fragmentos do homem de Neandertal foram descobertos no sábado pela equipa
do arqueólogo João Zilhão na gruta da Oliveira, localizada na rede de grutas
da nascente do rio Almonda (Torres Novas). Trata-se de um pedaço de um úmero
direito e de um fragmento do crânio, explica Zilhão, da Universidade de
Bristol, no Reino Unido. Têm 50 mil a 60 mil anos.
Os neandertais surgiram há 300 mil anos; viveram apenas na Europa e no Médio
Oriente. Aos poucos, foram recuando até ao seu último reduto, a Península
Ibérica, onde se extinguiram há 28 mil anos.
Os motivos do seu desaparecimento são alvo de um longo debate na comunidade
científica. Há quem diga que o homem moderno os dizimou. Mas também quem
defenda, como Zilhão, que neandertais e homens modernos chegaram a
reproduzir-se entre si. Desapareceram como espécie, por alguma fraqueza de
adaptação, mas continuaram a existir através de nós.
Em Portugal, os restos de neandertais são poucos. Limitavam-se a dois dentes
isolados, um encontrado na gruta Nova da Columbeira (Bombarral) e outro na
gruta da Figueira Brava (Sesimbra) e, ainda, a quatro fragmentos ósseos
descobertos na gruta da Oliveira.
Zilhão anda a escavar esta última gruta há 20 anos. Por volta de 1998,
encontrou um fragmento do cúbito e da falange, com cerca de 43 mil a 45 mil
anos. Em 2003, apareceu um úmero direito, com 50 mil a 60 mil anos. Em 2006,
foi uma tíbia, também com 50 a 60 mil anos. No ano passado, estes achados
foram publicados num artigo científico na revista American Journal of Physical
Anthropology.
domingo, 29 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
sábado, 31 de maio de 2008
Apontamentos de Pré-História e Proto-História
O periodo do Paleolítico divide-se em:
- arcaico;
- médio;
- superior.
situado no Pleistoceno, decorrendo glaciações intercaladas com interglaciação.
- arcaico;
- médio;
- superior.
situado no Pleistoceno, decorrendo glaciações intercaladas com interglaciação.
PALEOLÍTICO arcaico
interglaciação Riss
5 milhões de anos
- industria Olduvaiense
- necrofagia (vegetação começa a rarear, quebra ossos, no sentido de obter o tutano)
- Ardipithecus ramidus (4,5-4,4 milõs de anos)
- Aust. afarensis (4 milhões de anos)
- Aust. africanus (4-3 milhões de anos)
- Aust. aethiopicus (2,5 milhões de anos)
- Aust. boisei (2,3-1,4 milhões de anos)
- Aust. robustus (2-1 milhões de anos)
- Aust. afarensis - "Lucy" - descoberta por Johanson e Tom Gray a 1974 em Hadar na Etiópia, datada de 3,2 milhões de anos. Foi encontrado 40% do esqueleto (pélvis, fémur e tíbia que lhe conferia o bipedismo). eEra uma fêmea adulta com cerca de 25 anos, 1,07 m e 28 kg.
- "A primeira família" - descoberta por Donald Johanson a 1975 , em Hadar na Etiópia, datada de 3,2 milhões de anos. Representa um rasto de 13 indivíduos, em que alguns cientistas consideram pertencentes a 2 ou 3 ou mais espécies diferentes, já Johanson defende o dimorfismo sexual.
- "As pegadas de Laetoli" - descobertas por Mary Leaky a 1978, em Laetoli, na Tanzânia, a poucos km a sul de Olduvaie. Datada de 3,7 milhões de anos, é uma pista de 20 m com 3 indivíduos bípedes, pela profundidade das pegadas, consta-se que teriam por volta de 1,30 m, caminhavam lentamente sobre uma camada de cinzas vulcânicas e sobre algumas das pegadas sobrepõem-se outras mais pequenas.
- Aust. africanus - "o menino de Taung" - descoberto por Raymond Dart a1924, em Taung na África do sul, datado de 2,3 milhões de anos. possuia a face completa, dentes e mandíbulas e restos do cérebro, a dentição constituinte de uma criança de 5-6 anos, com uma caixa crâniana de 410-440 cm3, transcrevendo o bipedismo.
- Homo habilis (2,2-1ilhões de anos)
- Homo rudolfensis (1,5-1 milhões de anos)
- Homo erectus (2 milhões de anos - 400 mil anos)
- Homo ergaster (1,8-1,2 milhões de anos)
- Homo antecessor (aproximadamente 500 mil anos)
- Homo heidelbergensis (Europeu - 500 mil anos)
- Homo sinanthropus (Pequim - 500 mil anos)
- Homo pitecanthropus (Java - 500 mil anos)
- caçadores recolectores;
- bandos familiares;
- fogo;
- o Homo erectus é o primeiro hominídio a sair da África (dando origem ao H. heidelbergensis, H. sinanthropus e H. pitecanthropus)
- 1º a produzir artefactos
- industria lítica - olduvaiense, pelo H. habilis
- pelo H. werectus temos a achelense, abevilense e a pré-achelense - lascagem/ choppens
- pedra lascada - unilateral
1.000.000 anos
PALEOLÍTICO médio
- caçadores recolectores especializados (selecção do animal)
- Homo sapiens arcaico (400-200 mil anos)
- Homo antecessor (500 mil anos)
- Homo sapiens Neandertalensis (150-34 mil anos)
- primeiros cultos e rituais
- pior glaciação - WURM (400-350 mil anos)
- H. s. Neandertalensis - industria lítica moustienense
- H. s. arcaicos - industria pré-aurinhacense
- adornos
35.000 anos
PALEOLÍTICO superior
- representação artística (arte rupestre)
- Homo sapiens sapiens (28 mil anos)
- Homem de Cro.Magnon (o mais antido dos Homo sapiens sapiens, que também chegou à América)
10.000 anos - entramos no Holocenico
MESOLÍTICO
- concheiros
- espinhas de peixe
- pescadores, recolectores especializados e armazenistas
- micrólitos - em formas geométricas, inseridos na madeira, osso...
5.000 anos
NEOLÍTICO
- pedra polida
- agricultura, domesticação
- sedentarização
- construção de monumentos megalíticos
- cerâmica
- micro-utensilares - pontas de seta, pequenas raspadeiras e lamelas associadas à lascagem. polimento: machados polidos, enchós, goivas...
3.000 ANOS
CALCOLÍTICO
- metalurgia do cobre
- início da hierequização social
- povoados fortificados
2.000 anos
IDADE DO BRONZE
- intensificação do neolítico e do calcolítico
- heroisização do chefe
- metalurgia do bronze
- comércio a grande escala - espadas, facas...
Origem do continente Africano - 4,2 e 1 milão de anos
Consideram-se 9 espécies repartidas por 3 géneros:
- Australopitecus;
- Paranthropus;
- Kenyanthropus, todos com hábitos de vida tal como o aspecto em que pouco diferiam dos chimpazés.
entre cerca de 2,5 e 1,6 milhões de anos, as duas primeiras espécies atribuidas ao género Homo:
- Homo habilis;
- Homo rudolfensis, ambas tinham dentadura mais delicada e face mais plana do que a dos Australopitecus, em que vão ser os inventores da primeira técnica de talhar a pedra.
a sua filiação no género Homo, negando-se o estatuto de primeiros homens, coabitam com eles, a partir de há cerca de 1,9 milhões de anos, o Homo ergaster e o Homo erctus, ainda na África Oriental.
Houve então concenso, tratando-se de verdadeiros homens.
com a silhueta erecta, são tão semelhantes, que por vezes, são agrupados na mesma espécie Homo erectus.
o Homo erectus e o Homo ergaster são os primeiros a dominar o fogo, adequirindo uma bipedia semelhante à nossa, libertando-se da vida exclusivamente arboricola, aprendendo a produzir instrumentos em pedra (bifaces), podendo facilmente esquartejar a caça e constrõem as primeiras habitações resistentes ao frio e às intempéries.
Foram os primeiros a deixar África, através do Oriente Médio, instalando-se na Europa e na Ásia, mas sem deixare, de habitar no continente de origem.
em vários locais destes 3 continentes têm sido encontrados restos fósseis destes hominídios, inicialmente designados por:
- Pithecanthropus erectus;
- Sinanthropus pekinensis, mas hoje agrupados à espécie Homo erectus.
Terá sido a partir dos descendentes dos Erectus e dos Ergaster que, entre 200-150 mil anos, se terá desenvolvido a espécie Homo sapiens, caracterizado por um esqueleto mais leve, de tamanho médio de 1,70 m, queixo proeminente e crânio redondo. As arcadas supreciliares proeminentes foram desaparecendo ao longo do processo evolutivo, enquanto que a face e os dentes foram diminuindo de tamanho.
em 1959 o Dra. Mary Leakey desciobriu umcrânio de um "zinjanthropus", renomiado Australopitecus boisei, viveu há cerca de 1,75 milhões de anos.
- Australopitecus africanus australis (descoberto por Dart a 1924), datado de 2,5 - 1,6 milhões de anos.
O nome significa "macaco do sul", era nómada das savanas do leste de África, sobretudo viveu no sul do continente, entre 3-1 milhões de anos, foram encontrados 2 maxiláres e os 4 dentes, posteriormente redatados em 15 mil anos, pesava 40 kg e media 1,05m, o seu cérebro era mais ao menos do tamanho de um chimpazé.
já andava erecto e talvez usasse ferramentas rudimentares, como paus e pedras.
o menino de Taung, descoberto por Raymond Dart
Por volta de 2,5 milhões de anos, surge um Australopitecus que incluía carne na sua alimentação, podendo ser carnívoro, o que possibilitou uma diminuição o tamanho do estômago e um acumulo de protéinas que resultou no aumento do cérebro e o surgimento de uma espécie, Homo habilis (no Plioceno Superior).
Ásia
- Pithecanthropus (Europa)
- Javanthropus (homem de java - Indonésia)
- Sinanthropus (homem de Pequim)
Datam de há 500 mil anos.
o home de Gibraltar é o mais parecido connosco.
- Homo sapiens Neanderthalensis - homem de Neanderthal, é o mais semelkhante aos homens, datado de 150-34 mil de anos.
Encontrava-se na Europa, Oriente Médio e Norte de Ásia. viveu na época do Pleitoceno Médio (120 mil anos), existem crânios e ossos.
Era igual ao Homem Moderno, mas sofria de raquitismo comprovado.
- Homo sapiens
Homo sapiens arcaico, viveu aproximadamente há 800 mil anos. Começa a demonstrar os primeiros sinais de civilização.
É uma incógnita o lugar de origem, talvez seria África o que para outros seria o Oriente.
Os fósseis mais antigos do homem moderno datam de 40 mil anos, encontrados na localidade de Cro-Magnon, ma região francesa de Dordogne em 1868.
Mas o homem de Cro-Magnon foi apenas uma das primeiras raças da espécie humana.
- Homo sapiens sapiens, foi gerando inúmeras raças ao se espalhando pelo mundo.
Surgiram através da variação biológica, como a cor da pele, do cabelo, formato do crânio e do nariz.
Resultaram da adaptação biológica ao meio ambiente, por parte da população que permaneceram isolados em determinadas regiões durante certo tempo.
Os primeiros habitantes da América foram originários do Velho Mundo, ou seja, da Euroásia, e pertenciam todos à espécie do Homo sapiens sapiens.
- Ardipithecus ramidus e Ardipithecus ramidus kadabba
Hominídios datados em 4,4-4,5 milhões de anos.
Descobertos por Tim White em 1994, na região de Midder Awash na Etiópia.
Originalmente incluindos entre os Australopithecus, mas porteriormente foi verificado que diferiam muito, inclusive destacando a hipótese de serem antecessores.
Foram encontrados vários ossos de 17 esécimes.
Não podendo ser comprovado o seu bipedismo, viviam em florestas;
Provavelmente esta espécie é co-irmã dos Australoputhecus;
Não é um ancestral dos hominídios (provavelmente esteja mais ligado à linhagem dos chimpazés).
Fragmentos fósseis encontrados no deserto central da Etiópia, esta área represnetava uma das mais férteis do mundo para busca de fósseis humanos.
- Australopithecus anamensis
Hominídeo descoberto em 1994 por Maeve Leakey em Kanapoi e Allia Bay, no norte do Quénia.
Os fósseis (9 de Kanapoi e 12 de Allia Bay) incluem mandíbulas superiores e inferiores, fragmentos cranianos, e partes superiores e inferiores do úmero, achado 30 anos atrás.
Os fósseis de Knapoi foram datados em 4,2 milhões de anos, os de Allia Bay a 3,9 milhões de anos.
Os crânios eram relativamente grandes, a tíbia implica que o anamensis era maior que os ramidus e o afarensis, pesava cerca de 45-56 kg, anatomicamente implicava que tinha uma postura humana e locomoção bipede.
A descoberta desta espécie empurrou a origem do bipedismo meio milhão de anos atrás.
Possuia caracteristicas faciais semelhantes à dos Australopithecus afarensis, ou seja, com aspecto de macacoide.
Dado a datação e localização, os Australopithecus anamensis poderiam ser possiveis antepassados de Lucy.
- Australopithecus afarensis
É o hominídeo mais antigo que se conhece.
Os fósseis acahdos na Etiópia, Tanzânia e Quénia, datam entre 2,9-3,9 milhões de anos.
os primeiros fósseis foram encontrados por Johanson em 1974, em que este defende que a explicação à diversidade de tamanhos entre a multidão de fósseis de afarensis é feita atraves do dimorfismo sexual, enquanto para outros antropologos, tais fósseis pertencem a 2 ou talvez até mais espécies.
Os fósseis de hominídios etíopes foram achados na região de Hadar por Donald Johanson.
Foram encontrados mais de 30pécimes, o mais espectacular era o esqueleto parcial denominado "Lucy" e além disso, foram encontrados restos de 13 indivíduos num único local, denominado por "A primeira família".
Leakey e Hay encontraram rastos de pegadas de 3 induvíduosbípedes em Laetoli, datam de 3,6 milhões de anos, em que o rasto ficou fixado entre depósitos de cinza vulcânica.
Não se conhece muito sobre o comportamento dos Australopithecus afarensis, é assumido que viviam em pequenos grupo sociais, estavam presentes num clima seco.
Os dentes são pequenos e não-especializados, indicando uma dieta onívora de alimentos principalmente suaves, como frutas. Os caninos são pequenos e pouco desenvolvidos ao contrário dos macacos, que são mais parecidos com os humanos.
Em geral, os dentes são como os dos humanos modernos, embora eles não fizessem uso de ferramentas ou uso de fogo.
Apesar de possuírem uma postura bípede estes possuem braços longos.
O dimorfismo sexua(homem e mulher - um casal) é bastante acentuado nesta espécie, com os machos aproximadamente mais altos e maiores que as fêmeas.
- Australopithecus africanus
O primeiros foi descoberto por Raymond Dart, em 1924.
O menino de Taung, indivíduo jovem, mais parecido com um macaco, que possuía face, parte do crânio, a mandíbula completa e um molde do crânio.
Considerado como o "macaco do sul da África".
Apresenta caracteristicas próximas dos macacos com uma face protusa e cérebro pequeno, com dentição tipicamente humana, possui caninos pequenos e molares grandes e planos. De postura bípede, indicada pela posição central da espinha, pélvis e fémur.
Datados de 3,5-2,5 milhões de anos.
ormavam uma unidade familiar e não um grupo, possuiam pele escura e com pouco pelo (supõem-se que deriva-se das condições ambientais, devido à sua localização perto do Equados, teriam que ter um sistema de difusão de calor, para prevenir o super aquecmento; conferindo-lhe um tecído epitelial (pele) como sistema de refrescamento, a falta de pelos seria para poderem trabalhar mais eficasmente).
- Australopithecus aethiopus
Alan Walker encontrou 1 crânio em 1985 no lado ocidental do Lago Turcana ao norte da Tanzânia.
O crânio era o mais robusto dos descobertos até ao momento, datado em 2,5 milhões de anos, com enormes molares, anatomia da face e demais caracteristicas não indicam um final de linhagem evolutiva.
Com esta descoberta afecta a forma d árvore geneológia dos hominídeos, permanecendo até hoje em discussão.
AINDA EM CONSTRUÇÃO E OBTENÇÃO DE CONHECIMENTOS
Consideram-se 9 espécies repartidas por 3 géneros:
- Australopitecus;
- Paranthropus;
- Kenyanthropus, todos com hábitos de vida tal como o aspecto em que pouco diferiam dos chimpazés.
entre cerca de 2,5 e 1,6 milhões de anos, as duas primeiras espécies atribuidas ao género Homo:
- Homo habilis;
- Homo rudolfensis, ambas tinham dentadura mais delicada e face mais plana do que a dos Australopitecus, em que vão ser os inventores da primeira técnica de talhar a pedra.
a sua filiação no género Homo, negando-se o estatuto de primeiros homens, coabitam com eles, a partir de há cerca de 1,9 milhões de anos, o Homo ergaster e o Homo erctus, ainda na África Oriental.
Houve então concenso, tratando-se de verdadeiros homens.
com a silhueta erecta, são tão semelhantes, que por vezes, são agrupados na mesma espécie Homo erectus.
o Homo erectus e o Homo ergaster são os primeiros a dominar o fogo, adequirindo uma bipedia semelhante à nossa, libertando-se da vida exclusivamente arboricola, aprendendo a produzir instrumentos em pedra (bifaces), podendo facilmente esquartejar a caça e constrõem as primeiras habitações resistentes ao frio e às intempéries.
Foram os primeiros a deixar África, através do Oriente Médio, instalando-se na Europa e na Ásia, mas sem deixare, de habitar no continente de origem.
em vários locais destes 3 continentes têm sido encontrados restos fósseis destes hominídios, inicialmente designados por:
- Pithecanthropus erectus;
- Sinanthropus pekinensis, mas hoje agrupados à espécie Homo erectus.
Terá sido a partir dos descendentes dos Erectus e dos Ergaster que, entre 200-150 mil anos, se terá desenvolvido a espécie Homo sapiens, caracterizado por um esqueleto mais leve, de tamanho médio de 1,70 m, queixo proeminente e crânio redondo. As arcadas supreciliares proeminentes foram desaparecendo ao longo do processo evolutivo, enquanto que a face e os dentes foram diminuindo de tamanho.
em 1959 o Dra. Mary Leakey desciobriu umcrânio de um "zinjanthropus", renomiado Australopitecus boisei, viveu há cerca de 1,75 milhões de anos.
- Australopitecus africanus australis (descoberto por Dart a 1924), datado de 2,5 - 1,6 milhões de anos.
O nome significa "macaco do sul", era nómada das savanas do leste de África, sobretudo viveu no sul do continente, entre 3-1 milhões de anos, foram encontrados 2 maxiláres e os 4 dentes, posteriormente redatados em 15 mil anos, pesava 40 kg e media 1,05m, o seu cérebro era mais ao menos do tamanho de um chimpazé.
já andava erecto e talvez usasse ferramentas rudimentares, como paus e pedras.
o menino de Taung, descoberto por Raymond Dart
Por volta de 2,5 milhões de anos, surge um Australopitecus que incluía carne na sua alimentação, podendo ser carnívoro, o que possibilitou uma diminuição o tamanho do estômago e um acumulo de protéinas que resultou no aumento do cérebro e o surgimento de uma espécie, Homo habilis (no Plioceno Superior).
Ásia
- Pithecanthropus (Europa)
- Javanthropus (homem de java - Indonésia)
- Sinanthropus (homem de Pequim)
Datam de há 500 mil anos.
o home de Gibraltar é o mais parecido connosco.
- Homo sapiens Neanderthalensis - homem de Neanderthal, é o mais semelkhante aos homens, datado de 150-34 mil de anos.
Encontrava-se na Europa, Oriente Médio e Norte de Ásia. viveu na época do Pleitoceno Médio (120 mil anos), existem crânios e ossos.
Era igual ao Homem Moderno, mas sofria de raquitismo comprovado.
- Homo sapiens
Homo sapiens arcaico, viveu aproximadamente há 800 mil anos. Começa a demonstrar os primeiros sinais de civilização.
É uma incógnita o lugar de origem, talvez seria África o que para outros seria o Oriente.
Os fósseis mais antigos do homem moderno datam de 40 mil anos, encontrados na localidade de Cro-Magnon, ma região francesa de Dordogne em 1868.
Mas o homem de Cro-Magnon foi apenas uma das primeiras raças da espécie humana.
- Homo sapiens sapiens, foi gerando inúmeras raças ao se espalhando pelo mundo.
Surgiram através da variação biológica, como a cor da pele, do cabelo, formato do crânio e do nariz.
Resultaram da adaptação biológica ao meio ambiente, por parte da população que permaneceram isolados em determinadas regiões durante certo tempo.
Os primeiros habitantes da América foram originários do Velho Mundo, ou seja, da Euroásia, e pertenciam todos à espécie do Homo sapiens sapiens.
- Ardipithecus ramidus e Ardipithecus ramidus kadabba
Hominídios datados em 4,4-4,5 milhões de anos.
Descobertos por Tim White em 1994, na região de Midder Awash na Etiópia.
Originalmente incluindos entre os Australopithecus, mas porteriormente foi verificado que diferiam muito, inclusive destacando a hipótese de serem antecessores.
Foram encontrados vários ossos de 17 esécimes.
Não podendo ser comprovado o seu bipedismo, viviam em florestas;
Provavelmente esta espécie é co-irmã dos Australoputhecus;
Não é um ancestral dos hominídios (provavelmente esteja mais ligado à linhagem dos chimpazés).
Fragmentos fósseis encontrados no deserto central da Etiópia, esta área represnetava uma das mais férteis do mundo para busca de fósseis humanos.
- Australopithecus anamensis
Hominídeo descoberto em 1994 por Maeve Leakey em Kanapoi e Allia Bay, no norte do Quénia.
Os fósseis (9 de Kanapoi e 12 de Allia Bay) incluem mandíbulas superiores e inferiores, fragmentos cranianos, e partes superiores e inferiores do úmero, achado 30 anos atrás.
Os fósseis de Knapoi foram datados em 4,2 milhões de anos, os de Allia Bay a 3,9 milhões de anos.
Os crânios eram relativamente grandes, a tíbia implica que o anamensis era maior que os ramidus e o afarensis, pesava cerca de 45-56 kg, anatomicamente implicava que tinha uma postura humana e locomoção bipede.
A descoberta desta espécie empurrou a origem do bipedismo meio milhão de anos atrás.
Possuia caracteristicas faciais semelhantes à dos Australopithecus afarensis, ou seja, com aspecto de macacoide.
Dado a datação e localização, os Australopithecus anamensis poderiam ser possiveis antepassados de Lucy.
- Australopithecus afarensis
É o hominídeo mais antigo que se conhece.
Os fósseis acahdos na Etiópia, Tanzânia e Quénia, datam entre 2,9-3,9 milhões de anos.
os primeiros fósseis foram encontrados por Johanson em 1974, em que este defende que a explicação à diversidade de tamanhos entre a multidão de fósseis de afarensis é feita atraves do dimorfismo sexual, enquanto para outros antropologos, tais fósseis pertencem a 2 ou talvez até mais espécies.
Os fósseis de hominídios etíopes foram achados na região de Hadar por Donald Johanson.
Foram encontrados mais de 30pécimes, o mais espectacular era o esqueleto parcial denominado "Lucy" e além disso, foram encontrados restos de 13 indivíduos num único local, denominado por "A primeira família".
Leakey e Hay encontraram rastos de pegadas de 3 induvíduosbípedes em Laetoli, datam de 3,6 milhões de anos, em que o rasto ficou fixado entre depósitos de cinza vulcânica.
Não se conhece muito sobre o comportamento dos Australopithecus afarensis, é assumido que viviam em pequenos grupo sociais, estavam presentes num clima seco.
Os dentes são pequenos e não-especializados, indicando uma dieta onívora de alimentos principalmente suaves, como frutas. Os caninos são pequenos e pouco desenvolvidos ao contrário dos macacos, que são mais parecidos com os humanos.
Em geral, os dentes são como os dos humanos modernos, embora eles não fizessem uso de ferramentas ou uso de fogo.
Apesar de possuírem uma postura bípede estes possuem braços longos.
O dimorfismo sexua(homem e mulher - um casal) é bastante acentuado nesta espécie, com os machos aproximadamente mais altos e maiores que as fêmeas.
- Australopithecus africanus
O primeiros foi descoberto por Raymond Dart, em 1924.
O menino de Taung, indivíduo jovem, mais parecido com um macaco, que possuía face, parte do crânio, a mandíbula completa e um molde do crânio.
Considerado como o "macaco do sul da África".
Apresenta caracteristicas próximas dos macacos com uma face protusa e cérebro pequeno, com dentição tipicamente humana, possui caninos pequenos e molares grandes e planos. De postura bípede, indicada pela posição central da espinha, pélvis e fémur.
Datados de 3,5-2,5 milhões de anos.
ormavam uma unidade familiar e não um grupo, possuiam pele escura e com pouco pelo (supõem-se que deriva-se das condições ambientais, devido à sua localização perto do Equados, teriam que ter um sistema de difusão de calor, para prevenir o super aquecmento; conferindo-lhe um tecído epitelial (pele) como sistema de refrescamento, a falta de pelos seria para poderem trabalhar mais eficasmente).
- Australopithecus aethiopus
Alan Walker encontrou 1 crânio em 1985 no lado ocidental do Lago Turcana ao norte da Tanzânia.
O crânio era o mais robusto dos descobertos até ao momento, datado em 2,5 milhões de anos, com enormes molares, anatomia da face e demais caracteristicas não indicam um final de linhagem evolutiva.
Com esta descoberta afecta a forma d árvore geneológia dos hominídeos, permanecendo até hoje em discussão.
AINDA EM CONSTRUÇÃO E OBTENÇÃO DE CONHECIMENTOS
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