domingo, 17 de fevereiro de 2008

Mumias Incas



centenas de anos, antes que as escavadoras reduzam as múmias a pó. Texto de Guillermo A. Cock; Fotografias de Ira Block

Em Tupac Amaru, uma favela nos arredores de Lima, as crianças brincam envoltas no pó dos tempos. Debaixo dos pés, preservado pela aridez do solo, está um dos maiores cemitérios incas até agora descobertos no Peru. Este sítio pré-hispânico, conhecido pelos arqueólogos como Puruchuco-Huaquerones, data da época do Horizonte Tardio (1438 a 1532). Embora o local esteja classificado como monumento nacional, a equipa de cientistas que chefio teve de disputar uma corrida contra as escavadoras para trazer o passado para a actualidade. Sob o pátio da escola, recuperámos mais de 120 fardos de múmias (corpos e bens pessoais cobertos por camadas de tecido) típicos dos túmulos pré-incas e incas. A descoberta de Tupac Amaru é uma história como muitas outras no Peru. Em 1989, cerca de 340 famílias que fugiam da guerrilha nas terras altas instalaram-se aqui, enganadas por vigaristas que lhes prometeram o direito à terra. Dois metros abaixo do solo, impotentes contra o influxo súbito de esgotos e de água, as múmias começavam entretanto a decompor-se. Algumas pessoas desenterraram-nas e queimaram-nas para evitar uma escavação arqueológica que atrasasse o desenvolvimento da cidade. Apesar dos estragos feitos nos anos seguintes, o Instituto Nacional de Cultura do Peru (INC) acabou por pedir uma avaliação arqueológica da área. Aí cheguei, vindo de Lima, com ferramentas e uma equipa a reboque.

Faraós Negros



Em 730 a.C., um homem chamado Pié decidiu que, para salvar o Egipto de si mesmo, a única solução seria invadi-lo e tomar o império pela força. A magnífica civilização que outrora construíra as pirâmides perdera o rumo, dilacerada por conflitos entre pequenos senhores da guerra. Antes da “salvação”, porém, muito sangue haveria de correr ao longo do Nilo.
Durante duas décadas, Pié governara o seu próprio reino na Núbia, uma região de África situada maioritariamente no actual Sudão. Texto de Robert Draper; Fotografias de Kenneth Garrett

Pié defendia que era ele o verdadeiro soberano do Egipto, o herdeiro legítimo das tradições espirituais transmitidas por faraós como Ramsés II e Tutmés III. Porém, e provavelmente porque Pié nunca visitara sequer o Alto Egipto, a sua pretensão não foi tomada a sério. Agora, Pié preparava-se para concretizar a sujeição do Egipto decadente. “Deixarei que o Baixo Egipto prove o sabor dos meus dedos”, escreveria mais tarde. Navegando Nilo acima, as suas tropas rumaram a norte e desembarcaram em Tebas, capital do Alto Egipto. Comandante de uma guerra santa, Pié deu instruções aos soldados para se purificarem antes do combate, banhando-se no Nilo, antes de vestirem tecidos de boa qualidade e aspergirem os corpos com a água do templo de Karnak, local sagrado do deus com cabeça de carneiro, Amon, que Pié reconhecia como sua divindade predilecta. Depois destes rituais, o comandante e os seus homens iniciaram combates contra todos os exércitos que lhes barraram o caminho. Após uma longa campanha de um ano, todos os líderes do Egipto capitularam, incluindo Tefnakht, o poderoso senhor da guerra do Delta que enviou a Pié uma mensagem, dizendo-lhe: “Sê piedoso! Não posso olhar o teu rosto em dias de vergonha; não posso manter-me em pé perante a tua chama, temo a tua magnificência.” A troco da sua vida, os derrotados convidaram Pié a prestar culto nos seus templos, a embolsar as suas jóias e reivindicar os seus melhores cavalos. Depois, com os vassalos tremendo perante si, o recém-ungido senhor das Duas Terras fez uma coisa extraordinária: reuniu o seu exército e o saque de guerra, navegou para sul, rumo ao seu lar na Núbia, e nunca mais regressou ao Egipto. Em 715 a.C., quando Pié morreu, após um reinado que durou 35 anos, os seus súbditos honraram-lhe a última vontade, sepultando-o numa pirâmide ao estilo egípcio, juntamente com quatro dos seus amados cavalos. Foi o primeiro faraó assim sepultado em mais de 500 anos e, de certa forma, é lamentável que este notável núbio seapresente perante nós literalmente desprovido de um rosto. Há muito que foram destruídas as imagens de Pié nas elaboradas lajes de granito, ou estelas, recordando a sua conquista do Egipto. Num relevo no templo de Napata, a grande capital núbia, só as pernas de Pié permanecem. Conhecemos apenas um pormenor físico do homem: é certo que tinha a pele escura. Pié foi o primeiro dos denominados faraós negros, uma dinastia (a XXV) de reis núbios que governaram todo o Egipto durante três quartos de século. Com base nas inscrições gravadas em estelas, tanto pelos núbios como pelos seus inimigos, podemos acompanhar o longo rasto deixado por estes soberanos no país das Duas Terras. Os faraós negros reunificaram um Egipto arruinado e ergueram na paisagem gloriosos monumentos, criando um império que se estendia desde a fronteira sul, a actual cidade de Cartum, até ao mar Mediterrâneo, a norte. Fizeram frente aos sanguinários assírios e, durante este período, é possível que tivessem salvo Jerusalém.

"O Jogo" de Tiago Bettencourt

Letra:

Mais um dis em vão no jogo em que ninguém ganhou
dá mais cartas, baixa a luz e vem esquecer o amor
és tu quem quer
sou eu quem não quer ver que o tudo é tão maior
aqui está frio demais para apostar em mim.

Vê que a noite pode ser tão pouco como nós
neste quarto o tempo é medo e o medo faz-nos sós
és tu quem quer
mas eu só sei ver que o tempo já passou e eu fugi
que aqui está frio demais para me sentir...mas queres ficas?

Tudo o que é meu
e tudo o que eu
não sei largar
queres levar
tudo o que é meu
e tudo o que eu
não sei largar

Vem rasgar o escuro desta chuva que sujou!
vem que a água vai lavar o que me dói!
vem que nem o último a cair vai perder.





Há músicas que vêem para ficar
>

Comunicado

A toda a tribo:

Nos primeiros dias do ano o Karkov abandonou os Blasted declarando que já não tem energia para dar ao projecto.
Da nossa parte estamos muito gratos por todos os bons momentos que passámos juntos.

O microfone vai passar para o Pedro Lousada (Zedisaneonlight) que já se encontra em estúdio cheio de energia e motivação para dar continuidade ao universo Blasted, abrindo também as portas á língua Portuguesa até agora ausente.
Estamos a terminar um novo single que conta com a nova voz de Blasted e com Marcelo D2, que em breve se poderá ouvir nas rádios e restantes meios.

Os Blasted estão já a preparar o sucessor de Sound in Light que sairá no inicio de 2009.

Durante 2008 daremos continuidade á Sound in Light Tour em terras nacionais e seguimos pelo resto do mundo com datas na India, México, Turquia, França, Alemanha, e restante Europa.

Estamos cheios de força com as asas abertas para voos bem altos.

Voem connosco!!

Paz a todos os Seres.