terça-feira, 30 de dezembro de 2008
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Jerusalém: descoberto maior conjunto de moedas de ouro do período Bizantino
Jerusalém: descoberto maior conjunto de moedas de ouro do período Bizantino
22.12.2008 - 21h18 Reuters
Arqueólogos britânicos descobriram 264 moedas de ouro com 1300 anos,
nas antigas muralhas de Jerusalém, debaixo de um parque de
estacionamento, revelaram hoje as Autoridades Israelitas.
Segundo os cientistas, a descoberta é do século VII, no final do
período Bizantino. "Nós descobrimos cerâmica, descobrimos vidro, mas
nunca tínhamos descoberto nada como isto", disse a arqueóloga
britânica, Nadine Ross, que encontrou o conjunto de moedas no domingo,
debaixo de uma grande pedra.
"É muito, muito excitante", disse a especialista, que estava na sua
última semana da viagem a Israel. As moedas são da altura do reino do
Imperador bizantino Heráclio, entre os anos 610 e 641 DC.
Do lado da cara, as moedas trazem o imperador com trajes militares, a
segurar numa cruz com a sua mão direita. No reverso da moeda, está a
cruz. Os arqueólogos explicam que as moedas foram cunhadas no
princípio do reino de Heráclio, antes dos persas conquistarem
Jerusalém no ano de 614.
"Isto é um dos maiores e mais impressionantes conjuntos de moedas que
alguma vez foram descobertos em Jerusalém - certamente o maior e mais
importante deste período", disseram em comunicado os directores do
local de escavação, Doron Ben-Ami e Yana Tchekhanovets.
"Já que nenhum vaso de cerâmica foi descoberto ao lado das moedas,
pode-se assumir que estavam escondidas num buraco da parede do
edifício", disseram.
Até agora, só se encontrou em Jerusalém um conjunto de cinco moedas de
ouro deste período.
_______________________________________________
Archport mailing list
Archport@ci.uc.pt
http://ml.ci.uc.pt/mailman/listinfo/archport
22.12.2008 - 21h18 Reuters
Arqueólogos britânicos descobriram 264 moedas de ouro com 1300 anos,
nas antigas muralhas de Jerusalém, debaixo de um parque de
estacionamento, revelaram hoje as Autoridades Israelitas.
Segundo os cientistas, a descoberta é do século VII, no final do
período Bizantino. "Nós descobrimos cerâmica, descobrimos vidro, mas
nunca tínhamos descoberto nada como isto", disse a arqueóloga
britânica, Nadine Ross, que encontrou o conjunto de moedas no domingo,
debaixo de uma grande pedra.
"É muito, muito excitante", disse a especialista, que estava na sua
última semana da viagem a Israel. As moedas são da altura do reino do
Imperador bizantino Heráclio, entre os anos 610 e 641 DC.
Do lado da cara, as moedas trazem o imperador com trajes militares, a
segurar numa cruz com a sua mão direita. No reverso da moeda, está a
cruz. Os arqueólogos explicam que as moedas foram cunhadas no
princípio do reino de Heráclio, antes dos persas conquistarem
Jerusalém no ano de 614.
"Isto é um dos maiores e mais impressionantes conjuntos de moedas que
alguma vez foram descobertos em Jerusalém - certamente o maior e mais
importante deste período", disseram em comunicado os directores do
local de escavação, Doron Ben-Ami e Yana Tchekhanovets.
"Já que nenhum vaso de cerâmica foi descoberto ao lado das moedas,
pode-se assumir que estavam escondidas num buraco da parede do
edifício", disseram.
Até agora, só se encontrou em Jerusalém um conjunto de cinco moedas de
ouro deste período.
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Arqueologia: Descobertos na Alemanha vestígios de batalha entre romanos e germanos até agora desconhecida (RTP online)
Da RTP vem o seguinte:
Arqueologia: Descobertos na Alemanha vestígios de batalha entre romanos e germanos até agora desconhecida
Segundo vários peritos, a batalha ainda era desconhecida, e os achados justificam que se fala da "Descoberta do Século".
Entre as peças, parte das quais foram apresentadas hoje em conferência de imprensa, no local das escavações, em Kalefeld-Oldenrode, pela equipa de arqueólogos, estão, por exemplo, pontas de flechas e dardos com vestígios de ADN provenientes de África.
Tudo começou há oito anos com as escavações feitas por um arqueólogo amador, Rolf Peter Dix, 63 anos, que encontrou algumas das peças mas as guardou num armário em casa, pensando tratar-se de vestígios da Idade Média, e não da Antiguidade.
Só depois de colocar fotos na Internet Dix se apercebeu da eventual importância da sua descoberta, entrou em contacto com a arqueóloga Petra Loenne, que trabalha para a concelhia local, e convenceu as autoridades a iniciar escavações de maior envergadura, em Junho, sob o maior secretismo, para evitar que a zona fosse invadida por curiosos e houvesse danos ou mesmo saques.
Entre os achados entretanto feitos há também arreios de cavalos, apetrechos de carros de combate e pregos de sandálias romanas.
Algumas das moedas encontradas pelos arqueólogos têm cunhada a imagem do Imperador Cómodo, que governou o Império Romano de 180 a 192 d.C, o que levou os peritos a situar a batalha entre 180 e 260 d.C.
Segundo especialistas na história daquela época, as forças romanas incluíam cerca de mil legionários, e o embate ter-se-á assim travado cerca de 200 anos depois da Batalha de Varus, na Floresta de Teutoburg, na qual os romanos sofreram uma pesada derrota.
Até agora os historiadores consideravam que os romanos, após este desaire militar, se tinham retirado do território germânico, mas os vestígios encontrados em Nordheim provam, segundo os arqueólogos, que ainda levaram a cabo grandes operações militares nesta zona, 200 anos depois.
Alguns dos achados estão em excelente estado de conservação, e permitiram reconstituir, por exemplo, o local de embate de uma salva de flechas, disseram ainda os cientistas, sublinhando que nenhum outro campo de batalha da Antiguidade deixou vestígios tão impressionantes.
Nos anos anteriores, foram também encontrados no concelho vizinho, em Goettingen, restos de um grande campo de abastecimento do exército romano, bem como de vários acampamentos secundários. Neste local foram também encontradas moedas, entre outros objectos que sinalizam a passagem das legiões romanas.
No próximo ano, arqueólogos da Universidade Livre de Berlim vão fazer escavações ainda mais profundas no mesmo lugar, numa área de floresta de 1,5 quilómetros de comprimento por 500 metros de largura, para tentar encontrar também vestígios de túmulos e determinar quem venceu a batalha.
Guenther Moosbauer, professor de História da Antiguidade da Universidade de Osnabrueck, disse depois de examinar os novos achados e o seu bom estado de conservação que deve ter-se tratado de uma vingança das legiões romanas, e que estas devem ter saído vencedoras do confronto com as tribos germânicas.
http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=377917&visual=26&tema=5
António Correia
Arqueologia: Descobertos na Alemanha vestígios de batalha entre romanos e germanos até agora desconhecida
Segundo vários peritos, a batalha ainda era desconhecida, e os achados justificam que se fala da "Descoberta do Século".
Entre as peças, parte das quais foram apresentadas hoje em conferência de imprensa, no local das escavações, em Kalefeld-Oldenrode, pela equipa de arqueólogos, estão, por exemplo, pontas de flechas e dardos com vestígios de ADN provenientes de África.
Tudo começou há oito anos com as escavações feitas por um arqueólogo amador, Rolf Peter Dix, 63 anos, que encontrou algumas das peças mas as guardou num armário em casa, pensando tratar-se de vestígios da Idade Média, e não da Antiguidade.
Só depois de colocar fotos na Internet Dix se apercebeu da eventual importância da sua descoberta, entrou em contacto com a arqueóloga Petra Loenne, que trabalha para a concelhia local, e convenceu as autoridades a iniciar escavações de maior envergadura, em Junho, sob o maior secretismo, para evitar que a zona fosse invadida por curiosos e houvesse danos ou mesmo saques.
Entre os achados entretanto feitos há também arreios de cavalos, apetrechos de carros de combate e pregos de sandálias romanas.
Algumas das moedas encontradas pelos arqueólogos têm cunhada a imagem do Imperador Cómodo, que governou o Império Romano de 180 a 192 d.C, o que levou os peritos a situar a batalha entre 180 e 260 d.C.
Segundo especialistas na história daquela época, as forças romanas incluíam cerca de mil legionários, e o embate ter-se-á assim travado cerca de 200 anos depois da Batalha de Varus, na Floresta de Teutoburg, na qual os romanos sofreram uma pesada derrota.
Até agora os historiadores consideravam que os romanos, após este desaire militar, se tinham retirado do território germânico, mas os vestígios encontrados em Nordheim provam, segundo os arqueólogos, que ainda levaram a cabo grandes operações militares nesta zona, 200 anos depois.
Alguns dos achados estão em excelente estado de conservação, e permitiram reconstituir, por exemplo, o local de embate de uma salva de flechas, disseram ainda os cientistas, sublinhando que nenhum outro campo de batalha da Antiguidade deixou vestígios tão impressionantes.
Nos anos anteriores, foram também encontrados no concelho vizinho, em Goettingen, restos de um grande campo de abastecimento do exército romano, bem como de vários acampamentos secundários. Neste local foram também encontradas moedas, entre outros objectos que sinalizam a passagem das legiões romanas.
No próximo ano, arqueólogos da Universidade Livre de Berlim vão fazer escavações ainda mais profundas no mesmo lugar, numa área de floresta de 1,5 quilómetros de comprimento por 500 metros de largura, para tentar encontrar também vestígios de túmulos e determinar quem venceu a batalha.
Guenther Moosbauer, professor de História da Antiguidade da Universidade de Osnabrueck, disse depois de examinar os novos achados e o seu bom estado de conservação que deve ter-se tratado de uma vingança das legiões romanas, e que estas devem ter saído vencedoras do confronto com as tribos germânicas.
http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=377917&visual=26&tema=5
António Correia
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