adn, 24/11/09
Arqueólogos alemanes descubren villa romana en el sur de Portugal
EFE , Berlín |
Arqueólogos alemanes de la universidad de Jena, al este del país, han descubierto en un campo cerca de la localidad portuguesa de Silves, en la región sureña del Algarve, los restos de los muros de una villa romana.
Un portavoz de la universidad Friedrich Schiller de Jena informó hoy de que en los cimientos de la casa se han encontrado restos de cerámica y monedas que permiten datar el uso del edificio desde poco antes del comienzo de nuestra era hasta el siglo V.
"El descubrimiento es bastante sorprendente, ya que la región no se consideraba hasta ahora como parte de la zona colonizada por los romanos", señaló Dennis Graen, jefe de las excavaciones.
Explicó que la historia de Silves se remonta a hace unos 3.000 años y que, tras ser habitada por fenicios y cartagineses, fue conquistada por los romanos.
Tras su conquista por los moros se convirtió en la capital de la región del Algarve, dijo Graen, quien comentó que se conoce muy poco de la historia romana en esa zona de la antigua Lusitania.
Añadió que se conocían algunas villas a lo largo de la costa, pero que no se había descubierto hasta el momento ningún asentamiento como el de Silves, en el interior de la región.
El arqueólogo alemán explicó que el equipo científico fue llamado por la administración pública portuguesa de la zona tras salir a la luz en un sembrado restos de cerámica y mosaico.
Investigaciones geomagnéticas permitieron descubrir posteriormente el perfil de un edificio de tres alas y las excavaciones sacaron a la luz muros exteriores masivos, que rodeaban los muros interiores del edificio.
Los arqueólogos alemanes consideran que el hallazgo apunta a un asentamiento romano de cierta relevancia, ya que se han encontrado restos de cerámica con dibujos muy trabajados procedentes de Galia y el norte de África.
Asimismo se han encontrado broches de bronce, restos de frescos murales, miles de teselas de mosaico, monedas con la efigie del emperador Constantino y ánforas.
Los expertos alemanes esperan determinar con nuevas excavaciones si el lugar estaba habitado por romanos o por gentes locales que se habían romanizado.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Arqueólogos escavam em Vila do Bispo, no maior sítio do Paleolítico Superior em Portugal
O pacato Vale de Boi, em Vila do Bispo
Alimentavam-se de marisco, faziam gravuras em pedra e adornos com pequenas conchas, há vinte mil anos. Hoje, arqueólogos tentam desvendar os segredos escondidos em Vale de Boi, Algarve, o maior sítio arqueológico do Paleolítico Superior em Portugal.
Perdido numa zona escarpada, entre Lagos e Vila do Bispo, paredes-meias com uma pacata aldeia que não tem mais do que cinquenta habitantes, o sítio arqueológico parece passar despercebido à maioria.
Descoberto há dez anos por uma equipa integrada por Nuno Bicho, da Universidade do Algarve, o local tem sido objecto de campanhas arqueológicas desde então, que visam reconstituir o sítio tal como era há vinte mil anos.
Nessa altura, o arqueólogo, que até ao início de Agosto vai estar a coordenar uma equipa que se encontra a fazer escavações no local, não imaginava que iria dedicar a década seguinte a estudar Vale de Boi.
Com ocupações regulares entre 25 mil e 6 mil anos atrás, o sítio era composto por um abrigo rochoso, perto do qual se supõe que existisse uma lagoa de ligação ao mar, onde os animais iam beber água.
Do abrigo, num ponto mais alto, conseguia ver-se facilmente as manadas, facilitando a caça, o que, a par do acesso facilitado à água pode explicar por que o local foi sendo sucessivamente ocupado.
As comunidades que ali habitavam alimentavam-se de marisco - lapa, berbigão, amêijoa e mexilhão -, uma dieta pouco frequente neste período da História e que está relacionada com a proximidade do mar, a dois quilómetros.
Contudo, caçavam também animais como o veado, cavalo, auroque (boi gigante já extinto) e cabra montês, tendo igualmente sido encontrados no local vestígios de lince, urso e lobo, que poderiam não servir de alimento.
Ao longo de dez anos foram encontrados em Vale de Boi milhares de vestígios, sobretudo material em pedra talhada, parte do qual seriam pontas de flecha, mas há uma descoberta que se destaca das demais.
Trata-se de uma placa de xisto com três gravuras de animais - que se supõe serem auroques -, que terá mais de vinte mil anos e foi descoberta praticamente intacta, sendo pouco comum em Portugal, refere Nuno Bicho.
Segundo o arqueólogo, foram também encontradas peças de adorno fabricadas com pequenas conchas e um único vestígio "verdadeiramente" humano: um dente com sete mil anos, mas a equipa sonha encontrar mais.
"Ainda vamos encontrar aqui a 'menina de Vale de Boi'", lança uma das arqueólogas que participa nas escavações, numa alusão ao "menino do Lapedo", fóssil de uma criança descoberto perto de Leiria há dez anos.
Carolina Mendonça, de 25 anos, aluna de Mestrado na Universidade do Algarve, integra o grupo de 14 investigadores que estão a fazer escavações no local e não esconde que este tipo de campanhas é das "poucas oportunidades" que os jovens arqueólogos têm para adquirir experiência.
Enquanto escava, vai dizendo que é um trabalho "cansativo", mas "gratificante" e relembra a emoção que sentiu quando, numa das campanhas de anos anteriores, participou na descoberta do que se pensa ser o abrigo.
"Senti a terra a fugir-me debaixo dos pés e começaram a aparecer blocos de pedra junto uns aos outros", conta, sublinhando que naquele local seria supostamente onde se erguia o abrigo rochoso usado pela comunidade.
Muitos dos membros da equipa já participaram nas campanhas - que se realizam todos os Verões desde há dez anos -, mais do que uma vez e não são todos portugueses: há dois brasileiros e uma croata.
Perante a pacatez da aldeia de Vila de Boi, a equipa de arqueólogos vai continuar até ao início de Agosto a subir rumo ao local, munida das suas ferramentas de trabalho e cheia de vontade de escavar.
Ao final do dia - trabalham cerca de nove horas -, regressam ao refúgio que alugaram para habitar por estes dias, com vista para Vale de Boi e onde convivem e descansam "entre família".
28 de Julho de 2008 | 10:18
agência lusa
O pacato Vale de Boi, em Vila do Bispo
Alimentavam-se de marisco, faziam gravuras em pedra e adornos com pequenas conchas, há vinte mil anos. Hoje, arqueólogos tentam desvendar os segredos escondidos em Vale de Boi, Algarve, o maior sítio arqueológico do Paleolítico Superior em Portugal.
Perdido numa zona escarpada, entre Lagos e Vila do Bispo, paredes-meias com uma pacata aldeia que não tem mais do que cinquenta habitantes, o sítio arqueológico parece passar despercebido à maioria.
Descoberto há dez anos por uma equipa integrada por Nuno Bicho, da Universidade do Algarve, o local tem sido objecto de campanhas arqueológicas desde então, que visam reconstituir o sítio tal como era há vinte mil anos.
Nessa altura, o arqueólogo, que até ao início de Agosto vai estar a coordenar uma equipa que se encontra a fazer escavações no local, não imaginava que iria dedicar a década seguinte a estudar Vale de Boi.
Com ocupações regulares entre 25 mil e 6 mil anos atrás, o sítio era composto por um abrigo rochoso, perto do qual se supõe que existisse uma lagoa de ligação ao mar, onde os animais iam beber água.
Do abrigo, num ponto mais alto, conseguia ver-se facilmente as manadas, facilitando a caça, o que, a par do acesso facilitado à água pode explicar por que o local foi sendo sucessivamente ocupado.
As comunidades que ali habitavam alimentavam-se de marisco - lapa, berbigão, amêijoa e mexilhão -, uma dieta pouco frequente neste período da História e que está relacionada com a proximidade do mar, a dois quilómetros.
Contudo, caçavam também animais como o veado, cavalo, auroque (boi gigante já extinto) e cabra montês, tendo igualmente sido encontrados no local vestígios de lince, urso e lobo, que poderiam não servir de alimento.
Ao longo de dez anos foram encontrados em Vale de Boi milhares de vestígios, sobretudo material em pedra talhada, parte do qual seriam pontas de flecha, mas há uma descoberta que se destaca das demais.
Trata-se de uma placa de xisto com três gravuras de animais - que se supõe serem auroques -, que terá mais de vinte mil anos e foi descoberta praticamente intacta, sendo pouco comum em Portugal, refere Nuno Bicho.
Segundo o arqueólogo, foram também encontradas peças de adorno fabricadas com pequenas conchas e um único vestígio "verdadeiramente" humano: um dente com sete mil anos, mas a equipa sonha encontrar mais.
"Ainda vamos encontrar aqui a 'menina de Vale de Boi'", lança uma das arqueólogas que participa nas escavações, numa alusão ao "menino do Lapedo", fóssil de uma criança descoberto perto de Leiria há dez anos.
Carolina Mendonça, de 25 anos, aluna de Mestrado na Universidade do Algarve, integra o grupo de 14 investigadores que estão a fazer escavações no local e não esconde que este tipo de campanhas é das "poucas oportunidades" que os jovens arqueólogos têm para adquirir experiência.
Enquanto escava, vai dizendo que é um trabalho "cansativo", mas "gratificante" e relembra a emoção que sentiu quando, numa das campanhas de anos anteriores, participou na descoberta do que se pensa ser o abrigo.
"Senti a terra a fugir-me debaixo dos pés e começaram a aparecer blocos de pedra junto uns aos outros", conta, sublinhando que naquele local seria supostamente onde se erguia o abrigo rochoso usado pela comunidade.
Muitos dos membros da equipa já participaram nas campanhas - que se realizam todos os Verões desde há dez anos -, mais do que uma vez e não são todos portugueses: há dois brasileiros e uma croata.
Perante a pacatez da aldeia de Vila de Boi, a equipa de arqueólogos vai continuar até ao início de Agosto a subir rumo ao local, munida das suas ferramentas de trabalho e cheia de vontade de escavar.
Ao final do dia - trabalham cerca de nove horas -, regressam ao refúgio que alugaram para habitar por estes dias, com vista para Vale de Boi e onde convivem e descansam "entre família".
28 de Julho de 2008 | 10:18
agência lusa
Sempre quero ver que pena vai sofrer o empreiteiro e o dono de obra? João Paulo Pereira PS.: O conteúdo desta mensagem não implica qualquer responsabilidade da instituição.
--Anexo de Mensagem Encaminhado--
Subject: [Archport] "Poço do século XVI destruído na Lourinhã"
Date: Mon, 7 Jul 2008 11:50:29 +0100
From: no.arame@gmail.com
CC: archport@ci.uc.pt
Poço do século XVI destruído na Lourinhã Público, 07.07.2008 Um poço, que os arqueólogos do Instituto de Gestão do PatrimónioArquitectónico e Arqueológico (Igespar) acreditam ser do século XVI,foi descoberto e imediatamente entulhado durante os trabalhos defundação de uma obra particular na Lourinhã. "Seria um poço da Idade Moderna, portanto do século XV ou XVI",confirmou a arqueóloga Sandra Lourenço, do Igespar, cujos serviçosjurídicos estão a analisar o caso e a ponderar mover uma acçãojudicial contra o dono da obra para "apuramento de responsabilidades".Isabel e Horácio Mateus, colaboradores do Museu da Lourinhã,aperceberam-se da importância arqueológica do poço. "Tinha umaestrutura bastante grande e uma cobertura em ogiva, com tijolo deburro e várias bocas de fornecimento de água e achámos que tinhainteresse", explicou Isabel Mateus. Perante o avanço da obra e a "falta de sensibilidade" do empreiteiropara os vestígios arqueológicos, o Museu da Lourinhã denunciou o casoao Igespar, cujos técnicos estiveram no local, mas já só encontraram acobertura do poço destruída e este entulhado de betão. O arqueólogoMário Varela Gomes, da Universidade Nova de Lisboa, considera tambémestar-se perante "uma estrutura do século XVI ou XVII devido àtipologia da própria construção", muito comum na Estremadura, dada ainfluência islâmica, a partir de fotografias tiradas antes dadestruição dos vestígios. O empreiteiro, Armando Matias, recusou-se aprestar declarações e apenas disse à Lusa que a construção estálicenciada. A destruição de bens do património cultural é punível com prisão atétrês anos ou multa de até 360 dias
--Anexo de Mensagem Encaminhado--
Subject: [Archport] "Poço do século XVI destruído na Lourinhã"
Date: Mon, 7 Jul 2008 11:50:29 +0100
From: no.arame@gmail.com
CC: archport@ci.uc.pt
Poço do século XVI destruído na Lourinhã Público, 07.07.2008 Um poço, que os arqueólogos do Instituto de Gestão do PatrimónioArquitectónico e Arqueológico (Igespar) acreditam ser do século XVI,foi descoberto e imediatamente entulhado durante os trabalhos defundação de uma obra particular na Lourinhã. "Seria um poço da Idade Moderna, portanto do século XV ou XVI",confirmou a arqueóloga Sandra Lourenço, do Igespar, cujos serviçosjurídicos estão a analisar o caso e a ponderar mover uma acçãojudicial contra o dono da obra para "apuramento de responsabilidades".Isabel e Horácio Mateus, colaboradores do Museu da Lourinhã,aperceberam-se da importância arqueológica do poço. "Tinha umaestrutura bastante grande e uma cobertura em ogiva, com tijolo deburro e várias bocas de fornecimento de água e achámos que tinhainteresse", explicou Isabel Mateus. Perante o avanço da obra e a "falta de sensibilidade" do empreiteiropara os vestígios arqueológicos, o Museu da Lourinhã denunciou o casoao Igespar, cujos técnicos estiveram no local, mas já só encontraram acobertura do poço destruída e este entulhado de betão. O arqueólogoMário Varela Gomes, da Universidade Nova de Lisboa, considera tambémestar-se perante "uma estrutura do século XVI ou XVII devido àtipologia da própria construção", muito comum na Estremadura, dada ainfluência islâmica, a partir de fotografias tiradas antes dadestruição dos vestígios. O empreiteiro, Armando Matias, recusou-se aprestar declarações e apenas disse à Lusa que a construção estálicenciada. A destruição de bens do património cultural é punível com prisão atétrês anos ou multa de até 360 dias
As ossadas estavam no interior de uma imagem de roca
Ossos de São Gualter descobertos em igreja de Guimarães
Público, por Samuel Silva, 11/10/09
Restauro de um altar lateral permitiu encontrar relíquias do franciscano numa imagem do século XIX
--------------------------------------------------------------------------------
Uma figura de madeira do século XIX escondeu durante séculos os ossos que se presumem ser de São Gualter, o fundador do convento franciscano de Guimarães. As relíquias foram descobertas durante as obras de restauro de um altar da Igreja de S. Francisco.
A tradição local sempre assegurou que os restos mortais do franciscano se encontravam naquela igreja, mas a sua verdadeira localização era desconhecida. "Admitíamos que estivesse na parte medieval do convento ou sepultado nas campas comuns", diz Belmiro Jordão, que dirige há 20 anos a Ordem Terceira de S. Francisco, em Guimarães. As obras de restauro permitiram agora encontrar o que se acredita serem as relíquias de S. Gualter.
A imagem onde se encontram os ossos é do século XIX. Trata-se de uma representação do próprio santo, feita em madeira de cedro. A escultura está num excelente estado de conservação, mas é considerada pobre pelos responsáveis pelo restauro do altar. "É uma imagem de roca, articulada, comum naquele tempo", conta um dos responsáveis. Mas atrás dessa aparente pobreza estava um tesouro.
Aquilo que sempre se supôs ser uma imagem oca escondia uns alçapões onde se descobriram os ossos atribuídos a S. Gualter, bem como um crânio, envolvidos em pedaços de linho. Na cabeça da imagem foram também encontrados restos de seda, presumivelmente utilizados em anteriores relicários do santo.
Há uns meses, os mesmos trabalhos de restauro tinham permitido descobrir que a Árvore de Jessé do início do século XVII - representando a ascendência nobre da mãe de Cristo - era dourada a ouro fino, mas permaneceu coberta de negro durante séculos, presumivelmente para evitar cobiça. Foi enquanto vasculhavam os arquivos da Ordem de S. Francisco em busca de informações sobre essa obra que os investigadores encontraram as pistas que levaram até aos ossos.
Um documento de 1575 descrevia a procissão feita no primeiro domingo de Agosto na qual os restos mortais do franciscano eram levados em andor até à Igreja de S. Francisco. Um outro documento, do século XVIII, referia-se a um pedido feito pelos religiosos de Guimarães ao marquês do Pombal para que este autorizasse a colocação das relíquias em veneração num dos altares da igreja. A descrição pormenorizada da imagem-relicário e da forma como as ossadas teriam sido guardadas ajudaram à descoberta feita na quarta-feira.
S. Gualter foi enviado para Portugal por São Francisco de Assis em 1216. O frade franciscano fundou, pouco tempo depois, o convento de Guimarães, um dos mais antigos do país desta ordem religiosa. Morreu há precisamente 750 anos e tornou-se figura de culto na cidade, que o elegeu como seu padroeiro e ainda hoje lhe dedica as festas locais, as Gualterianas, celebradas no início de Agosto.
A Ordem Terceira de S. Francisco vai pedir a realização de exames científicos para datar os ossos agora descobertos. Depois de selada, a imagem será colocada à veneração no local onde foi originalmente pensada, um dos altares superiores da igreja, mas de onde saiu quando ali chegou uma representação de Nossa Senhora das Dores atribuída a Soares dos Reis
Ossos de São Gualter descobertos em igreja de Guimarães
Público, por Samuel Silva, 11/10/09
Restauro de um altar lateral permitiu encontrar relíquias do franciscano numa imagem do século XIX
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Uma figura de madeira do século XIX escondeu durante séculos os ossos que se presumem ser de São Gualter, o fundador do convento franciscano de Guimarães. As relíquias foram descobertas durante as obras de restauro de um altar da Igreja de S. Francisco.
A tradição local sempre assegurou que os restos mortais do franciscano se encontravam naquela igreja, mas a sua verdadeira localização era desconhecida. "Admitíamos que estivesse na parte medieval do convento ou sepultado nas campas comuns", diz Belmiro Jordão, que dirige há 20 anos a Ordem Terceira de S. Francisco, em Guimarães. As obras de restauro permitiram agora encontrar o que se acredita serem as relíquias de S. Gualter.
A imagem onde se encontram os ossos é do século XIX. Trata-se de uma representação do próprio santo, feita em madeira de cedro. A escultura está num excelente estado de conservação, mas é considerada pobre pelos responsáveis pelo restauro do altar. "É uma imagem de roca, articulada, comum naquele tempo", conta um dos responsáveis. Mas atrás dessa aparente pobreza estava um tesouro.
Aquilo que sempre se supôs ser uma imagem oca escondia uns alçapões onde se descobriram os ossos atribuídos a S. Gualter, bem como um crânio, envolvidos em pedaços de linho. Na cabeça da imagem foram também encontrados restos de seda, presumivelmente utilizados em anteriores relicários do santo.
Há uns meses, os mesmos trabalhos de restauro tinham permitido descobrir que a Árvore de Jessé do início do século XVII - representando a ascendência nobre da mãe de Cristo - era dourada a ouro fino, mas permaneceu coberta de negro durante séculos, presumivelmente para evitar cobiça. Foi enquanto vasculhavam os arquivos da Ordem de S. Francisco em busca de informações sobre essa obra que os investigadores encontraram as pistas que levaram até aos ossos.
Um documento de 1575 descrevia a procissão feita no primeiro domingo de Agosto na qual os restos mortais do franciscano eram levados em andor até à Igreja de S. Francisco. Um outro documento, do século XVIII, referia-se a um pedido feito pelos religiosos de Guimarães ao marquês do Pombal para que este autorizasse a colocação das relíquias em veneração num dos altares da igreja. A descrição pormenorizada da imagem-relicário e da forma como as ossadas teriam sido guardadas ajudaram à descoberta feita na quarta-feira.
S. Gualter foi enviado para Portugal por São Francisco de Assis em 1216. O frade franciscano fundou, pouco tempo depois, o convento de Guimarães, um dos mais antigos do país desta ordem religiosa. Morreu há precisamente 750 anos e tornou-se figura de culto na cidade, que o elegeu como seu padroeiro e ainda hoje lhe dedica as festas locais, as Gualterianas, celebradas no início de Agosto.
A Ordem Terceira de S. Francisco vai pedir a realização de exames científicos para datar os ossos agora descobertos. Depois de selada, a imagem será colocada à veneração no local onde foi originalmente pensada, um dos altares superiores da igreja, mas de onde saiu quando ali chegou uma representação de Nossa Senhora das Dores atribuída a Soares dos Reis
Público, 5/11/09
Durante as obras numa escola
Descobertos vestígios arqueológicos da época romana em Alcácer do Sal
Um conjunto de tanques, cerâmica, uma cisterna e três esqueletos são alguns dos vestígios da época romana encontrados no local onde estava prevista a construção, já suspensa, do Centro Escolar do Torrão, concelho de Alcácer do Sal.
“É uma série de tanques associados a muros, numa área de dispersão de cerca de 500 metros quadrados, com um grau de conservação elevado, bem como dois enterramentos, um do sexo feminino e outro do masculino, sendo o do sexo feminino associado também a uma criança”, revelou a arqueóloga responsável pelas escavações, Catarina Cabrita.
Os vestígios, que podem ser de um complexo industrial ou de umas termas do período romano, levaram à suspensão temporária e alteração, por parte da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, do projecto de construção do Centro Escolar do Torrão para que prossigam as escavações.
“Os vestígios surgiram precisamente onde seria construído o edifício do primeiro ciclo. Portanto, tivemos que pensar o que fazer, porque são vestígios até ao momento bastante importantes”, explicou Catarina Cabrita, felicitando a decisão da autarquia, que salvaguarda que “nada será destruído”. A descoberta vem responder a questões relacionadas com a “evolução histórica”, que já apontava que “deveriam aparecer mais coisas que estão de facto agora a aparecer”, na zona da vila do Torrão.
Além de três tanques completos, diversas estruturas, muros e degraus, a equipa de arqueologia encontrou “cerâmica doméstica e de uso industrial, moedas e cerâmica “fina” importada, mais propriamente terra sigillata (cerâmica considerada ‘de luxo’)”. Estas descobertas não provocaram “grande surpresa” aos arqueólogos da Câmara de Alcácer do Sal, segundo a autarquia, pois “aquela área já estava identificada como sensível deste ponto de vista, daí o acompanhamento arqueológico desde o início”.
“A dispersão e dimensão dos achados é que ganham relevância para uma localidade como o Torrão, mas têm provavelmente a ver com a passagem muito perto da ligação a Beja, já existente na época romana e cujo traçado foi aproveitado pela actual estrada”, explicou ainda a arqueóloga. Agora, é “deitar mãos à obra”, porque ainda “falta muito trabalho” e há “muita escavação pela frente”, concluiu.
Durante as obras numa escola
Descobertos vestígios arqueológicos da época romana em Alcácer do Sal
Um conjunto de tanques, cerâmica, uma cisterna e três esqueletos são alguns dos vestígios da época romana encontrados no local onde estava prevista a construção, já suspensa, do Centro Escolar do Torrão, concelho de Alcácer do Sal.
“É uma série de tanques associados a muros, numa área de dispersão de cerca de 500 metros quadrados, com um grau de conservação elevado, bem como dois enterramentos, um do sexo feminino e outro do masculino, sendo o do sexo feminino associado também a uma criança”, revelou a arqueóloga responsável pelas escavações, Catarina Cabrita.
Os vestígios, que podem ser de um complexo industrial ou de umas termas do período romano, levaram à suspensão temporária e alteração, por parte da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, do projecto de construção do Centro Escolar do Torrão para que prossigam as escavações.
“Os vestígios surgiram precisamente onde seria construído o edifício do primeiro ciclo. Portanto, tivemos que pensar o que fazer, porque são vestígios até ao momento bastante importantes”, explicou Catarina Cabrita, felicitando a decisão da autarquia, que salvaguarda que “nada será destruído”. A descoberta vem responder a questões relacionadas com a “evolução histórica”, que já apontava que “deveriam aparecer mais coisas que estão de facto agora a aparecer”, na zona da vila do Torrão.
Além de três tanques completos, diversas estruturas, muros e degraus, a equipa de arqueologia encontrou “cerâmica doméstica e de uso industrial, moedas e cerâmica “fina” importada, mais propriamente terra sigillata (cerâmica considerada ‘de luxo’)”. Estas descobertas não provocaram “grande surpresa” aos arqueólogos da Câmara de Alcácer do Sal, segundo a autarquia, pois “aquela área já estava identificada como sensível deste ponto de vista, daí o acompanhamento arqueológico desde o início”.
“A dispersão e dimensão dos achados é que ganham relevância para uma localidade como o Torrão, mas têm provavelmente a ver com a passagem muito perto da ligação a Beja, já existente na época romana e cujo traçado foi aproveitado pela actual estrada”, explicou ainda a arqueóloga. Agora, é “deitar mãos à obra”, porque ainda “falta muito trabalho” e há “muita escavação pela frente”, concluiu.
Roman fort museum faces closure
A museum cataloguing centuries of Roman rule in Wales is facing permanent closure, says the trust which runs it.
The Segontium Roman Museum in Caernarfon, Gwynedd is on a site which experts call one of the best preserved Roman fortresses in the world.
But cash from a five-year funding deal is running out, and the trust says it may not be able to open in the spring.
The Welsh Assembly Government says it hopes a solution can be found to save the centre from closure.
Segontium Cyf, a trust made up of local people, took over the running of the centre from National Museum Wales in 2003.
Since then, the day-to-day running costs of the centre have been met through a funding deal set-up by the national museum.
However, the chairman of the Segontium trust, Rhys Prytherch, says that cash is now running out, and they face the very real prospect of closing the museum doors for good in just a few weeks.
"We were given money for a five-year period by the National Museum and it is that money now which is drying up," said Mr Prytherch.
"That is the reason that we have to close it. We can't now afford to pay the staff, or the heating or lighting bills."
The museum was opened in 1924 after the site was excavated by the one of Britain's most famous archaeologists, Sir Mortimer Wheeler.
Dating back to around 70 AD, the Segontium site was the largest Roman garrison in north Wales, capable of housing up to 1,000 soldiers, under the control of the Roman forces at Deva - now Chester.
On an elevated position overlooking the Menai Strait with views of Anglesey and approaches from the Irish Sea, the fort remained the administrative centre for the area for around 300 years.
The site itself is so large that the whole of nearby Caernarfon Castle could fit into the garrison twice.
According to Raimund Karl, professor of archaeology and heritage at Bangor University, the fort remained historically important for more than 1,000 years.
Legends
"It played an important role, particularly in the medieval period through its association with Macsen Wledig, or Magnus Maximus, one of the British Roman emperors, or one of the pretenders to the Roman emperorship," said Prof Karl.
"It's seen as one of his primary sites with which he was associated."
The link to the Roman leader was seized on by members of royal Welsh households, keen to claim they were direct descendants, and legitimate rulers in Wales.
The figure also features in the Welsh Mabinogion stories, retelling how Macsen Wledig had a dream about a beautiful woman, later to find her at Segontium.
Regardless of any truth in the folk tales, or whether the Roman leader ever set foot in Caernarfon, Prof Karl said it did not impact on the importance of the site.
"It's one of the best preserved Roman forts in Wales, if not the world," he said.
The museum is due to close for its annual winter shutdown at the end of November.
"Unless we can find another source of funding, it will remain closed," said Mr Prytherch.
"It's very sad. It's part of the heritage of the area. I think people are proud of it, they may not visit as often as they should, but I think they are proud of it."
The trust is already in discussions with the national museum over what may happen to the current exhibits it houses in Caernarfon, including coins, jewellery and pottery.
The Roman ruins, which are on land owned by the National Trust, will remain in the care of the assembly government's heritage arm, Cadw.
The assembly government added: "Despite best efforts, Cadw is disappointed to hear that Segontium is facing closure. We remain hopeful that a solution regarding the future of the centre can be worked out."
Story from BBC NEWS:
http://news.bbc.co.uk/go/pr/fr/-/2/hi/uk_news/wales/8342156.stm
A museum cataloguing centuries of Roman rule in Wales is facing permanent closure, says the trust which runs it.
The Segontium Roman Museum in Caernarfon, Gwynedd is on a site which experts call one of the best preserved Roman fortresses in the world.
But cash from a five-year funding deal is running out, and the trust says it may not be able to open in the spring.
The Welsh Assembly Government says it hopes a solution can be found to save the centre from closure.
Segontium Cyf, a trust made up of local people, took over the running of the centre from National Museum Wales in 2003.
Since then, the day-to-day running costs of the centre have been met through a funding deal set-up by the national museum.
However, the chairman of the Segontium trust, Rhys Prytherch, says that cash is now running out, and they face the very real prospect of closing the museum doors for good in just a few weeks.
"We were given money for a five-year period by the National Museum and it is that money now which is drying up," said Mr Prytherch.
"That is the reason that we have to close it. We can't now afford to pay the staff, or the heating or lighting bills."
The museum was opened in 1924 after the site was excavated by the one of Britain's most famous archaeologists, Sir Mortimer Wheeler.
Dating back to around 70 AD, the Segontium site was the largest Roman garrison in north Wales, capable of housing up to 1,000 soldiers, under the control of the Roman forces at Deva - now Chester.
On an elevated position overlooking the Menai Strait with views of Anglesey and approaches from the Irish Sea, the fort remained the administrative centre for the area for around 300 years.
The site itself is so large that the whole of nearby Caernarfon Castle could fit into the garrison twice.
According to Raimund Karl, professor of archaeology and heritage at Bangor University, the fort remained historically important for more than 1,000 years.
Legends
"It played an important role, particularly in the medieval period through its association with Macsen Wledig, or Magnus Maximus, one of the British Roman emperors, or one of the pretenders to the Roman emperorship," said Prof Karl.
"It's seen as one of his primary sites with which he was associated."
The link to the Roman leader was seized on by members of royal Welsh households, keen to claim they were direct descendants, and legitimate rulers in Wales.
The figure also features in the Welsh Mabinogion stories, retelling how Macsen Wledig had a dream about a beautiful woman, later to find her at Segontium.
Regardless of any truth in the folk tales, or whether the Roman leader ever set foot in Caernarfon, Prof Karl said it did not impact on the importance of the site.
"It's one of the best preserved Roman forts in Wales, if not the world," he said.
The museum is due to close for its annual winter shutdown at the end of November.
"Unless we can find another source of funding, it will remain closed," said Mr Prytherch.
"It's very sad. It's part of the heritage of the area. I think people are proud of it, they may not visit as often as they should, but I think they are proud of it."
The trust is already in discussions with the national museum over what may happen to the current exhibits it houses in Caernarfon, including coins, jewellery and pottery.
The Roman ruins, which are on land owned by the National Trust, will remain in the care of the assembly government's heritage arm, Cadw.
The assembly government added: "Despite best efforts, Cadw is disappointed to hear that Segontium is facing closure. We remain hopeful that a solution regarding the future of the centre can be worked out."
Story from BBC NEWS:
http://news.bbc.co.uk/go/pr/fr/-/2/hi/uk_news/wales/8342156.stm
Treasure hunter found £1m haul on first outing
An amateur treasure hunter discovered a hoard of Iron Age gold worth more than £1 million on his first outing with a metal detector
By Auslan Cramb, Scottish Correspondent
Telegraph, 04 Nov 2009
David Booth, 35, bought the £240 detector online because he thought it “might be fun” to look for treasure and struck gold just five days after it was delivered.
The safari park warden parked his car by field in Stirlingshire and made the find after taking just a few paces.
Three of the necklaces or “torcs” are in almost perfect condition and one, which shows signs of Mediterranean craftsmanship, is of a type never seen before in Britain.
Mr Booth said he had not studied archaeology but knew there were some ancient sites in the area and was given permission by a local landowner to try out his new detector.
Until then he had only used the device around his home – detecting knives and forks in the kitchen - to familiarise himself with it.
He set out on his day off on September 29 and was back home within an hour with Scotland’s biggest find of Iron Age gold.
Speaking at the unveiling of the torcs at the National Museum of Scotland in Edinburgh yesterday he said he started in one particular field only because the owner said he could.
He added: “I parked and decided I might as well start on some flat ground just behind the car.
“I had only gone about seven paces when I got a sound telling me that I may have found gold. I used a spade and found the torcs together only six to eight inches underground.
“Half of me thought I had found something very interesting and half of me thought it might just be children’s toys. It is absolutely unreal.”
Mr Booth, chief game warden at the Blair Drummond Safari Park outside Stirling, took the artefacts home and washed them in cold water.
Some quick online research suggested to him that he may have found important items from the 1st to 3rd centuries BC – 200 years before the Romans arrived in Britain.
He filled in a form on the Scottish Treasure Trove website and sent a photograph to the unit at the national museum. Members of staff opened the email the following morning and were at the secret site within three hours.
They have since excavated the area, which shows signs of an Iron Age building, but revealed no more treasure.
The Scottish Archaeological Finds Allocation Panel is now valuing the items and Mr Booth will receive the market value for them.
His girlfriend Carolyn Morrison, 28, who also works at the safari park, was at home when he returned with the treasure but “couldn’t believe” that he had found something so important.
He added: "I've no clue how much this lot is worth. People are talking about a million pounds and that would be lovely, but Carolyn is expecting our first child in February and it would be nice just to pay off the Ford Focus."
He is already resigned to the fact that he is unlikely to find anything as exciting again.
Experts said the gold necklaces would "revolutionise the way Scotland's Iron Age inhabitants were viewed, and proved they were much less isolated than previously believed.
Fraser Hunter, principal curator for Iron Age and Roman collections, said the craftsmanship of one of the torcs - a hoop made of multiple gold wires twisted together with ornate decorations and gold terminals - suggested it was made by someone who learned his craft in the Mediterranean and combined the style with local Scottish/Irish designs.
He added: "It's a missing link. It's the first time we've seen one that combines these two styles.”
There are also two gold ribbon torcs, of Scottish/Irish design, and a fourth torc which is broken but probably comes from Toulouse in southern France.
http://www.telegraph.co.uk/news/newstopics/politics/scotland/6501759/Treasure-hunter-found-1m-haul-on-first-outing.html
An amateur treasure hunter discovered a hoard of Iron Age gold worth more than £1 million on his first outing with a metal detector
By Auslan Cramb, Scottish Correspondent
Telegraph, 04 Nov 2009
David Booth, 35, bought the £240 detector online because he thought it “might be fun” to look for treasure and struck gold just five days after it was delivered.
The safari park warden parked his car by field in Stirlingshire and made the find after taking just a few paces.
Three of the necklaces or “torcs” are in almost perfect condition and one, which shows signs of Mediterranean craftsmanship, is of a type never seen before in Britain.
Mr Booth said he had not studied archaeology but knew there were some ancient sites in the area and was given permission by a local landowner to try out his new detector.
Until then he had only used the device around his home – detecting knives and forks in the kitchen - to familiarise himself with it.
He set out on his day off on September 29 and was back home within an hour with Scotland’s biggest find of Iron Age gold.
Speaking at the unveiling of the torcs at the National Museum of Scotland in Edinburgh yesterday he said he started in one particular field only because the owner said he could.
He added: “I parked and decided I might as well start on some flat ground just behind the car.
“I had only gone about seven paces when I got a sound telling me that I may have found gold. I used a spade and found the torcs together only six to eight inches underground.
“Half of me thought I had found something very interesting and half of me thought it might just be children’s toys. It is absolutely unreal.”
Mr Booth, chief game warden at the Blair Drummond Safari Park outside Stirling, took the artefacts home and washed them in cold water.
Some quick online research suggested to him that he may have found important items from the 1st to 3rd centuries BC – 200 years before the Romans arrived in Britain.
He filled in a form on the Scottish Treasure Trove website and sent a photograph to the unit at the national museum. Members of staff opened the email the following morning and were at the secret site within three hours.
They have since excavated the area, which shows signs of an Iron Age building, but revealed no more treasure.
The Scottish Archaeological Finds Allocation Panel is now valuing the items and Mr Booth will receive the market value for them.
His girlfriend Carolyn Morrison, 28, who also works at the safari park, was at home when he returned with the treasure but “couldn’t believe” that he had found something so important.
He added: "I've no clue how much this lot is worth. People are talking about a million pounds and that would be lovely, but Carolyn is expecting our first child in February and it would be nice just to pay off the Ford Focus."
He is already resigned to the fact that he is unlikely to find anything as exciting again.
Experts said the gold necklaces would "revolutionise the way Scotland's Iron Age inhabitants were viewed, and proved they were much less isolated than previously believed.
Fraser Hunter, principal curator for Iron Age and Roman collections, said the craftsmanship of one of the torcs - a hoop made of multiple gold wires twisted together with ornate decorations and gold terminals - suggested it was made by someone who learned his craft in the Mediterranean and combined the style with local Scottish/Irish designs.
He added: "It's a missing link. It's the first time we've seen one that combines these two styles.”
There are also two gold ribbon torcs, of Scottish/Irish design, and a fourth torc which is broken but probably comes from Toulouse in southern France.
http://www.telegraph.co.uk/news/newstopics/politics/scotland/6501759/Treasure-hunter-found-1m-haul-on-first-outing.html
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